Mundo

PESCADORAS

Pescadoras brasileiras são homenageadas como heroínas pela FAO

Luena Pataxó e Joana Mousinho recebem prêmio por contribuições à pesca artesanal.

Teresinha Ferreira

18 de outubro de 2026 às 09:23 ▪ Atualizado há 1 hora

Ver resumo
  • Luena Pataxó foi homenageada pela FAO em Roma por seu impacto positivo nos sistemas agroalimentares.
  • Aos 44 anos, sua vida é marcada pela ligação ao mar e à pesca artesanal.
  • Desde criança, Luena ajudava com peixes e mariscos; após ficar viúva, focou no processamento de camarões.
  • Ela preside o Comitê de Relacionamento de Pescadores do extremo sul da Bahia e lidera o Grupo de Trabalho Indígena Nacional.
  • Joana Rodrigues Mousinho, outro destaque brasileiro, também recebeu o título de Heroína da FAO.
  • Joana atuou por mais de 60 anos, presidindo colônia de pescadores e conquistando o Registro Geral da Atividade Pesqueira.
  • Ela foi premiada com o Prêmio Mulheres das Águas em 2024 por seu trabalho em Itapissuma (PE).
  • Joana cofundou a Articulação Nacional das Pescadoras e é reconhecida pela promoção da inclusão social e sustentabilidade ambiental.

Agência Brasil Pescadoras Brasileiras
Pescadoras Brasileiras

Luena Maria Ferreira dos Santos, conhecida como Luena Pataxó, foi homenageada pela FAO em Roma, Itália. Aos 44 anos, Luena tem uma trajetória marcada pela ligação ao mar e à pesca. Desde criança, auxiliava na limpeza de peixes e mariscos, e, após ficar viúva, dedicou-se ao processamento de camarões.

Outro destaque brasileiro foi Joana Rodrigues Mousinho, de 70 anos. Ambas receberam o título de Heroínas da FAO, reconhecimento dado a 100 mulheres que impactam positivamente os sistemas agroalimentares.

Luena, emocionada, ressaltou a importância da pesca artesanal na alimentação brasileira: "Não é possível falar de alimentos, de produção, sem falar das águas".

Ela também preside o Comitê de Relacionamento de Pescadores do extremo sul da Bahia e lidera o Grupo de Trabalho Indígena Nacional no Plano Nacional da Pesca Artesanal.

Já Joana Mousinho, ao longo de mais de 60 anos de atuação, foi pioneira ao presidir uma colônia de pescadores e obter o Registro Geral da Atividade Pesqueira (RGP). Seu trabalho fundamental no Canal de Santa Cruz, em Itapissuma (PE), lhe rendeu, em 2024, o Prêmio Mulheres das Águas, concedido pelo Ministério da Pesca e Aquicultura.

Joana cofundou a Articulação Nacional das Pescadoras, visando os direitos das mulheres na pesca artesanal. Sua contribuição é amplamente reconhecida na promoção da inclusão social e sustentabilidade ambiental.

Fonte: Agência Brasil