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CRIMES AMBIENTAIS

MPF propõe protocolo global para combater crimes ambientais

Em Viena, órgão alerta sobre impacto financeiro de crimes ambientais para facções

Teresinha Ferreira

20 de outubro de 2026 às 11:52 ▪ Atualizado há 1 hora

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  • O Ministério Público Federal (MPF) propôs a atualização da Convenção de Palermo com um novo protocolo contra a macrocriminalidade ambiental.
  • A proposta foi apresentada na 13ª Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas contra o Crime Organizado Transnacional (UNTOC COP13) em Viena.
  • A coordenadora Luiza Frischeisen destacou a inclusão dos crimes ambientais nas discussões de crime organizado global.
  • Os crimes ambientais se tornaram parte das operações financeiras de grupos criminosos.
  • A proposta visa combater a mineração ilegal, tráfico de espécies, crimes contra a flora, e manejo florestal ilícito, além de tráfico de resíduos perigosos.
  • O protocolo busca preencher lacunas legislativas existentes para combater efetivamente crimes ambientais transnacionais.
  • A referência a convenções como a CITES e de Basileia ilustra a necessidade de uma cobertura mais ampla para esses crimes.
  • A estratégia inclui a desarticulação de cadeias criminosas usando leis específicas do Brasil, focando em inteligência financeira e cooperação internacional.
  • A COP13 atua como um fórum global principal para cooperação no combate ao crime organizado transnacional, organizado pelo UNODC.

Ministério Público Federal (MPF) Combater crimes ambientais
Combater crimes ambientais

Na Viena desta terça-feira (20), o Ministério Público Federal (MPF) defendeu a atualização da Convenção de Palermo com um novo protocolo para enfrentar a macrocriminalidade ambiental. A proposta foi apresentada durante a 13ª Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas contra o Crime Organizado Transnacional (UNTOC COP13), na Áustria.

Representada pela coordenadora da Câmara de Meio Ambiente, Luiza Frischeisen, o MPF destacou a importância de inserir crimes ambientais nas discussões de crime organizado global. Segundo Frischeisen, esses crimes se tornaram uma "engrenagem financeira" para grupos criminosos. A proposta visa ações coordenadas contra mineração ilegal, tráfico de espécies, crimes contra a flora e manejo florestal ilícito, além de tráfico de resíduos perigosos.

Conforme o MPF, a implementação desse protocolo poderia sanar lacunas legislativas que impedem o combate efetivo ao crime ambiental transnacional. Frischeisen mencionou convenções como a Cites e a de Basileia para exemplificar tratados que não cobrem totalmente a complexidade dos crimes ambientais em escala global.

Transformação na investigação - Frischeisen destacou que recursos naturais financiadores e corredores de lavagem de capital agora sustentam operações ilícitas como desmatamento e garimpo ilegal. A Convenção de Palermo tem sido crucial na redefinição do combate aos crimes ambientais, focando em inteligência financeira e cooperação internacional.

A estratégia do MPF envolve a desarticulação das cadeias de comando criminosas, utilizando a Lei de Organizações Criminosas, Lei de Lavagem de Dinheiro e Lei de Crimes Ambientais. Este enfoque prioriza a asfixia financeira de organizações responsáveis por atividades ilegais contra o meio ambiente.

COP13 contra o crime organizado - A Conferência das Partes é o principal fórum global para discutir cooperação internacional no enfrentamento de organizações criminosas transnacionais. Organizada pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), a conferência reúne representantes globais do sistema de justiça e especialistas, refletindo sobre soluções conjuntas para desafios transnacionais.

Fonte: Ministério Público Federal (MPF)