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Da Redação
22 de outubro de 2026 às 00:37 ▪ Atualizado há 36 minutos
Quase uma década após o escândalo Cambridge Analytica vir à tona, a Meta sofreu nesta quarta-feira (21) uma das maiores derrotas judiciais de sua história. Um tribunal do estado do Novo México determinou que a empresa pague US$ 25 bilhões por enganar usuários sobre a proteção de seus dados pessoais e sobre a forma como combatia desinformação e discursos de ódio em suas plataformas.
A empresa Meta, controladora do Facebook, foi condenada nesta quarta-feira (21) a pagar US$ 25 bilhões em penalidades após uma decisão de um tribunal do estado do Novo México, nos Estados Unidos. A punição decorre de uma ação ligada ao escândalo da Cambridge Analytica, que revelou o acesso indevido a dados pessoais de milhões de usuários da rede social sem consentimento explícito.
A decisão foi proferida semanas depois de um júri concluir que a empresa enganou consumidores ao apresentar informações falsas ou enganosas sobre a forma como protegia dados pessoais, administrava conteúdos nocivos e controlava o acesso de terceiros às informações dos usuários.
O caso teve origem em uma ação movida em 2021 pelo procurador-geral do Novo México, após novas repercussões do escândalo envolvendo a Cambridge Analytica, empresa britânica de consultoria política que trabalhou para campanhas eleitorais e ficou conhecida por utilizar informações obtidas no Facebook para direcionar propaganda política.
Segundo a acusação, a empresa teve acesso a dados de até 87 milhões de usuários por meio de aplicativos de terceiros conectados à plataforma. Parte dessas informações acabou sendo usada para traçar perfis psicológicos e direcionar mensagens políticas durante a eleição presidencial norte-americana de 2016. Entre os clientes da consultoria estava a campanha de Donald Trump.
A denúncia sustentou que a Meta ocultou dos usuários o verdadeiro alcance do acesso concedido a empresas externas e criou uma imagem enganosa sobre a forma como tratava questões de privacidade, desinformação e discurso de ódio.
Fonte: UOL
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