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Soberania na ONU

Lula defende soberania do Brasil durante discurso na ONU

Presidente critica influência externa na América Latina e alerta para ingerência em processos políticos.

Teresinha Ferreira

22 de setembro de 2026 às 12:10 ▪ Atualizado há 44 minutos

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  • Lula defendeu a soberania dos países da América Latina e criticou influências externas.
  • Enfatizou que o Brasil não deve ser considerado "quintal" de outras nações.
  • Mencionou casos de interferência externa na Venezuela, Nicarágua, Haiti e Cuba.
  • Destacou o caminho difícil da América Latina para consolidar democracias após períodos autoritários.
  • Advocou por maior integração regional e autodeterminação dos povos, superando diferenças ideológicas.
  • Expressou preocupações com a democracia, desinformação e interferências em processos eleitorais.
  • Propôs ações conjuntas contra negacionismo e fake news em saúde e meio ambiente.
  • Rejeitou forças estrangeiras no combate ao crime no Brasil, mas apoiou cooperação contra tráfico de armas e lavagem de dinheiro.
  • Sugeriu parceria com os EUA para enfrentar crimes financeiros de brasileiros no exterior.

Agência Brasil Assembleia da ONU
Assembleia da ONU

Em discurso na Assembleia Geral da ONU em Nova York, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva enfatizou a importância da soberania dos países da América Latina. Ele criticou tentativas de influência estrangeira em processos políticos na região, afirmando: "O Brasil não cabe no quintal de ninguém".

Lula destacou que a proximidade com grandes potências traz pressões, especialmente em tempos de novas "tentações hegemônicas". O presidente mencionou ainda casos recentes na Venezuela, Nicarágua, Haiti e Cuba como exemplos de interferência externa.

Segundo Lula, a América Latina percorreu um caminho difícil para consolidar democracias após períodos de autoritarismo. Ele defendeu maior integração regional e a autodeterminação dos povos, dizendo que diferenças ideológicas não devem ser barreiras para a cooperação.

O presidente também ressaltou preocupações com a democracia, alertando para o retorno de práticas incompatíveis com a ordem internacional. Ele destacou que desinformação e influências externas ameaçam processos eleitorais e apelou para uma resposta conjunta contra o negacionismo e as fake news, especialmente em questões de saúde e meio ambiente.

Na segurança pública, Lula rejeitou a participação de forças estrangeiras no combate ao crime organizado no Brasil, defendendo cooperação internacional específica contra tráfico de armas e lavagem de dinheiro. Ele propôs cooperação com os Estados Unidos para enfrentar crimes financeiros cometidos por brasileiros no exterior.

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Fonte: Agência Brasil