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CENÁRIO INTERNACIONAL

Embaixada dos EUA contraria Trump e reconhece vitória de Lula

Embaixada dos Estados Unidos em Brasília avaliou como definitiva a vitória de Lula nas eleições presidenciais de 2026

Por Redação

30 de outubro de 2026 às 11:50 ▪ Atualizado há 42 minutos

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  • A Embaixada dos EUA classificou a vitória de Lula como "definitiva" e "surpreendente" em relatório a órgãos do governo americano.
  • Observadores internacionais não questionaram o resultado das urnas.
  • O segundo turno ocorreu pacificamente, com problemas pontuais.
  • A extensão do horário de votação não influenciou o resultado, apesar dos questionamentos de Flávio Bolsonaro.
  • A vitória de Lula foi por uma diferença de 4,4 milhões de votos.
  • Relatório destaca que a OEA não manifestou dúvidas sobre a apuração.
  • Declarações de Trump contrastam com a avaliação da Embaixada.
  • 107 países e 11 organismos internacionais reconheceram a vitória de Lula.
  • Mensagens de apoio vieram de países como China, Alemanha, e Estados Unidos.
  • A vitória de Lula repercutiu internacionalmente, enquanto ele se prepara para seu quarto mandato.

Foto: Ricardo Stuckert / PR Os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e do Brasil, Lula
Os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e do Brasil, Lula

A Embaixada dos Estados Unidos em Brasília classificou a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais como “definitiva” e “surpreendente”. A avaliação consta em um relatório diplomático enviado na segunda-feira (26 de outubro) a órgãos do governo americano, incluindo o Departamento de Estado. O documento também destaca que observadores internacionais não apresentaram dúvidas sobre o resultado das urnas.

Intitulado “Eleições no Brasil: Lula é eleito em resultado surpreendente, mas definitivo; Flávio Bolsonaro considera resultado impossível de aceitar”, o relatório foi divulgado pela Folha de S.Paulo, que teve acesso ao conteúdo. Segundo a avaliação da representação diplomática, o segundo turno, realizado no domingo (25), ocorreu de maneira majoritariamente pacífica, apesar de problemas pontuais registrados em algumas regiões do país.

O documento também destaca que a ampliação do horário de votação não teve influência significativa no resultado, contrariando um dos principais argumentos utilizados pelo senador Flávio Bolsonaro (PL), derrotado na disputa presidencial, para questionar a eleição.

Relatório aponta impacto mínimo da votação após as 17h

A extensão do horário de votação foi autorizada pelo ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), após dificuldades de transporte público e de acesso a locais de votação no Nordeste e no Sul. A medida permitiu que eleitores que ainda estavam nas filas pudessem votar.

De acordo com os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mencionados no relatório, apenas 34 mil votos foram registrados depois das 17h, o equivalente a aproximadamente 0,03% do total. Lula venceu Flávio Bolsonaro por uma diferença de cerca de 4,4 milhões de votos.

O documento também registra que tanto a campanha de Lula quanto a de Flávio solicitaram a ampliação do horário diante dos problemas logísticos. O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, afirmou que a medida não teve influência significativa no resultado da eleição.

Sobre a fiscalização internacional, o relatório destaca que os observadores da Organização dos Estados Americanos (OEA) não manifestaram dúvidas sobre a apuração.

Relatório contrasta com declarações de Donald Trump

A avaliação da Embaixada dos Estados Unidos contrasta com as declarações do presidente americano Donald Trump, que voltou a questionar o processo eleitoral brasileiro após a derrota de Flávio Bolsonaro.

Na quinta-feira (29), Trump afirmou que pretende conversar com Lula, mas voltou a criticar a disputa eleitoral no Brasil, classificando-a como uma “vergonha” e um “constrangimento” para o país.

Até a divulgação do relatório, o governo americano ainda não havia enviado uma mensagem formal de congratulações ao presidente brasileiro pela reeleição. A avaliação diplomática da Embaixada, portanto, não foi acompanhada de um reconhecimento público de Trump.

Vitória de Lula recebeu manifestações de 107 países

O reconhecimento internacional do resultado das eleições brasileiras também avançou nos últimos dias. Levantamento divulgado pelo Tribunal Superior Eleitoral na quinta-feira (29) contabilizou manifestações oficiais e saudações de 107 países à vitória de Lula no segundo turno.

O painel do TSE também registrou manifestações de 11 organismos e blocos multilaterais, entre eles a Organização dos Estados Americanos (OEA), a União Europeia, a Organização das Nações Unidas (ONU) e a União Africana.

Entre os países que enviaram mensagens estão China, Alemanha, França, Espanha, Canadá, Rússia, Austrália, Portugal e Reino Unido. As manifestações partiram de lideranças com diferentes orientações políticas e destacaram a condução do processo eleitoral brasileiro.

Os dados mostram a dimensão da repercussão internacional da vitória de Lula, enquanto o presidente inicia a preparação para seu quarto mandato, em meio a questionamentos de adversários e à expectativa de articulação com diferentes governos.

Fonte: Revista Fórum



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