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COP17 DA BIODIVERSIDADE

COP17 da Biodiversidade reúne 200 países na Armênia

Conferência em Yerevan discute a implementação do Marco Global de Kunming-Montreal

Teresinha Ferreira

18 de outubro de 2026 às 08:12 ▪ Atualizado há 1 hora

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  • Reunião da COP17 sobre Diversidade Biológica ocorrerá em Yerevan, Armênia, de 16 a 30 de outubro.
  • Revisão do Marco Global de Kunming-Montreal (GBF), com 23 metas para 2030, será tema central.
  • António Guterres destacou a urgência de acelerar compromissos para a crise de biodiversidade.
  • Apenas 26% dos ecossistemas terrestres e 12% dos marinhos estarão protegidos até 2030 se não houver mudanças.
  • Metas nacionais e proteção legal de territórios são avanços notáveis.
  • Análise do GCI para o WWF revela atrasos e necessidade de cooperação e financiamento internacional.
  • O Brasil tem papel estratégico na implementação do GBF devido à sua biodiversidade e modelos de conservação.
  • WWF-Brasil enfatiza a importância da conectividade ecológica para integridade dos ecossistemas.
  • Proteger e reconectar paisagens é essencial para atingir metas de biodiversidade até 2030, segundo Marcelo Oliveira do WWF-Brasil.

Agência Brasil COP17 da Biodiversidade
COP17 da Biodiversidade

Representantes de mais de 200 países se reunirão a partir de segunda-feira (16), em Yerevan, na Armênia, para a 17ª Conferência das Partes das Nações Unidas (COP17) da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB). O evento ocorrerá até o dia 30.

Este ano, um ponto central será a primeira revisão do Marco Global de Kunming-Montreal (GBF), assinado por 196 países com 23 metas para 2030. António Guterres, secretário-geral das Nações Unidas, destacou a necessidade de acelerar os compromissos para enfrentar a crise de biodiversidade.

Guterres alertou que, ao ritmo atual, apenas 26% dos ecossistemas terrestres e 12% dos marinhos estarão protegidos até 2030. Ele destacou ainda avanços, como a definição de metas nacionais e a ampliação da proteção legal de territórios.

Uma análise do Global Cooperation Institute (GCI), a pedido do WWF, revelou atrasos na implementação das metas e alertou para a necessidade de maior cooperação e financiamento internacional para proteger a biodiversidade.

No contexto brasileiro, a delegação destaca que o Brasil tem um papel estratégico na implementação do GBF, devido à sua vasta biodiversidade e modelos de conservação bem-sucedidos.

O WWF-Brasil vai enfatizar a importância da conectividade ecológica por meio de corredores verdes e azuis, buscando reconhecimento internacional para fortalecer a integridade dos ecossistemas.

“Proteger e reconectar paisagens e ambientes é fundamental para ampliar a conservação e atingir as metas de biodiversidade até 2030”, afirma Marcelo Oliveira, diretor técnico de Biodiversidade do WWF-Brasil.

Fonte: Agência Brasil