PRECONCEITO
Da Redação
03 de agosto de 2026 às 15:23 ▪ Atualizado há 1 hora
O economista e ex-BBB Gil do Vigor usou as redes sociais para denunciar um episódio que classificou como preconceito de classe sofrido por sua mãe, Jacira Santanna, durante uma compra em um supermercado, cujo nome não foi divulgado. Segundo o relato, ela teria sido tratada de forma diferente ao perguntar o preço de um vinho e, em vez de receber a informação solicitada, teria sido orientada por uma funcionária a procurar produtos mais baratos.
O caso gerou repercussão após Gil publicar um vídeo relatando a situação e questionar os critérios utilizados para avaliar a condição financeira de uma pessoa pela aparência.
Segundo o ex-BBB, a mãe estava sem óculos no momento em que perguntou o valor do produto. De acordo com ele, a funcionária não informou o preço do vinho escolhido e teria indicado que ela procurasse outras opções em outro local da loja.
“Pois ela tem o quê? Uma bola de cristal que fala quanto minha mãe pode pagar ou deixar de pagar? É da conta dela dizer se a mãe tem dinheiro ou não? Ela tem que falar o preço. O trabalho dela é para ver, olhar o preço e falar o preço”, afirmou Gil.
Jacira relata que situação não foi a primeira
Ao comentar o episódio, Jacira Santanna confirmou a situação e contou que, após insistir em ver o vinho, a funcionária teria saído do local.
Segundo ela, outro funcionário assumiu o atendimento e foi educado durante a abordagem.
O que mais chamou atenção no relato da mãe de Gil foi a afirmação de que situações semelhantes já aconteceram outras vezes.
“Eu já sou acostumada com essas coisas, essa não é a primeira vez. É roupa, é sapato”, disse Jacira.
A declaração levantou um debate sobre o preconceito baseado na aparência e na forma como algumas pessoas são tratadas em estabelecimentos comerciais.
Gil decide conversar com gerência do supermercado
Após o relato ganhar repercussão nas redes sociais, Gil do Vigor afirmou que decidiu retornar ao supermercado para conversar com a gerência.
Segundo ele, a intenção não era criar um conflito, mas evitar que outras pessoas passassem pela mesma situação.
O economista afirmou que, após a conversa, recebeu um atendimento positivo por parte da administração do estabelecimento.
Durante o desabafo, Gil reforçou que o atendimento ao consumidor deve ser igual para todos, independentemente da aparência, da roupa ou da condição financeira.
“Não importa se a pessoa tem ou não [dinheiro], porque se eu tivesse 50 centavos, tenho direito de chegar na loja da Ferrari e perguntar: ‘Quanto é essa Ferrari?’”, declarou.
Ele também destacou que qualquer pessoa merece respeito ao buscar atendimento.
“A pessoa pode estar pelada, se ela perguntar quanto é que está ali. Tem que atender bem. Todos merecem ser bem atendidos independente [de ter dinheiro]”, concluiu.
O episódio gerou discussões nas redes sociais sobre preconceito de classe e a importância de um atendimento respeitoso em estabelecimentos comerciais.
Fonte: Revista Fórum
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