Educação

RACISMO

Estudo revela impacto do racismo na aprendizagem infantil

Análise da Fundação Maria Cecília Souto Vidigal mostra desigualdades desde a primeira infância.

Da Redação

04 de novembro de 2026 às 08:28 ▪ Atualizado há 1 hora

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  • Racismo estrutural impacta oportunidades de aprendizagem infantil, conforme análise da Fundação Maria Cecília Souto Vidigal.
  • Estudo da OCDE (IELS) avalia aprendizagens fundamentais, funções executivas e habilidades socioemocionais em crianças de 5 anos.
  • Disparidades de desempenho surgem conforme raça/cor e nível socioeconômico.
  • Resultados em numeracia emergente: crianças pretas 423, pardas 447, brancas 463 pontos.
  • Disparidades também presentes em memória de trabalho.
  • Desigualdade acentuada por fatores socioeconômicos, com diferenças significativas em numeracia e literacia.
  • Medidas legais, como a Política Nacional da Primeira Infância, buscam reduzir tais disparidades.
  • Recomendações do estudo incluem políticas públicas universais e focalizadas para contexto de vulnerabilidade e educação intersetorial.

Agência Brasil Racismo na aprendizagem infantil
Racismo na aprendizagem infantil

O racismo estrutural influencia significativamente as oportunidades de aprendizagem de crianças pequenas, segundo análise da Fundação Maria Cecília Souto Vidigal. Baseada em resultados de uma avaliação internacional, a pesquisa revela diferenças no desempenho das crianças aos 5 anos conforme a raça/cor e o nível socioeconômico.

O estudo se fundamenta no Estudo Internacional das Aprendizagens e Bem-Estar na Primeira Infância (IELS), realizado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Foram avaliadas três dimensões em crianças dessa faixa etária: aprendizagens fundamentais, funções executivas e habilidades socioemocionais.

Na numeracia emergente, que envolve habilidades como contar e comparar quantidades, crianças pretas marcaram 423 pontos, contra 463 de crianças brancas. Crianças pardas obtiveram uma média de 447 pontos.

Em termos de memória de trabalho, também houve disparidades: pretas, 462 pontos; pardas, 463; brancas, 471.

As desigualdades se tornam mais acentuadas ao considerar fatores socioeconômicos. Entre famílias de nível socioeconômico baixo, crianças pretas, pardas ou indígenas alcançaram 416 pontos em numeracia, enquanto crianças brancas ou amarelas de famílias abastadas marcaram 500.

Essa diferença se mantém em literacia, com 477 pontos para crianças em situação desfavorável e 532 para as de condição mais estável. Em memória de trabalho, as pontuações foram 441 e 496, respectivamente.

A diretora de Políticas Públicas da fundação, Marina Fragata Chicaro, enfatiza que superar desigualdades na primeira infância é crucial para promover justiça social e um futuro mais equitativo. Medidas legais já vigentes, como a Política Nacional da Primeira Infância, visam abordar essas disparidades promovendo inclusão desde cedo.

O estudo recomenda políticas públicas que combinem ações universais e focalizadas para atender a crianças em contextos de vulnerabilidade, e ressalta a importância de uma educação intersetorial integrada para enfrentar desigualdades.

Fonte: Agência Brasil



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