Cerca de uma semana após o conflito entre Irã e Estados Unidos, o preço do petróleo Brent ultrapassou a marca dos US$ 100 por barril nesta segunda-feira (9),
O petróleo e o gás são componentes importantes do PIB brasileiro e das receitas governamentais. As ações das empresas do setor se beneficiam diretamente dos preços mais altos das commodities.
Se Petrobras repassar o aumento do preço internacional para os combustíveis domésticos, como gasolina e diesel. A empresa pode ganhar entre US$ 4 bilhões e US$ 5 bilhões para cada US$ 10 por barril de alta. Além disso, os spreads de refino se ampliaram, como o diesel americano, que registra preço cerca de US$ 66 por barril, um aumento de US$ 27 por barril desde o início do conflito.
Caso a Petrobras não aumente os preços dos derivados, o impacto positivo será limitado às exportações de petróleo bruto e outras vendas atreladas aos preços internacionais. Neste cenário, a empresa não se beneficia do aumento dos spreads de refino e pode até sofrer uma pequena perda, estimada em cerca de US$ 300 milhões para cada US$ 10 por barril importado.
Na quarta semana, os preços nas bombas deverão subir para estimular as importações, mesmo que os preços tabelados da Petrobras permaneçam inalterados.
Caso a Petrobras segure os aumentos, acabará transferindo lucros e prejuízos para as distribuidoras, que terão que comprar produtos com desconto.
Para o setor como um todo, se os preços do Brent se mantiverem na média de US$ 100 por barril em 2026, a Petrobras pode gerar retornos acima de 20%, e a PRIO (PRIO3) poderá alcançar ganhos superiores a 30%. Contudo, este ainda não é o cenário base dos analistas.
Fonte: InfoMoney
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