Economia

IRÃ NEGA TER ARMAS NUCLEARES

“Apenas tolos pensam o contrário”: Trump minimiza alta do petróleo; valor do barril: $120

O petróleo se aproxima de US$ 120 por barril em meio ao conflito no Oriente Médio; bolsas de valores ao redor do mundo registram fortes quedas

Da Redação

Segunda - 09/03/2026 às 09:24



Foto: Raheb Homavandi/File Photo/Reuters Tocha de gás em uma plataforma de produção de petróleo nos campos de petróleo de Soroush é vista ao lado de uma bandeira iraniana no Golfo Pérsico, no Irã
Tocha de gás em uma plataforma de produção de petróleo nos campos de petróleo de Soroush é vista ao lado de uma bandeira iraniana no Golfo Pérsico, no Irã

As bolsas de valores em diferentes regiões do mundo registraram quedas expressivas nesta segunda-feira (9), enquanto o preço do petróleo disparou 30% diante da escalada do conflito no Oriente Médio, atingindo cerca de 120 dólares por barril — aproximadamente 630 reais.

A instabilidade está ligada à guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, que aumentou os temores de interrupção no fornecimento global de energia. O conflito ganhou força após ataques militares lançados no final de fevereiro, seguidos por ações retaliatórias e novas ofensivas na região. Com o aumento da tensão geopolítica, investidores reagiram com cautela, reduzindo a exposição a ativos considerados mais arriscados. Esse movimento provocou perdas relevantes em bolsas da Europa e da Ásia logo na abertura dos mercados.

As bolsas asiáticas foram algumas das mais afetadas pela instabilidade nos mercados. Em Korea Exchange, a bolsa de Seul — que vinha apresentando forte desempenho impulsionado por empresas de tecnologia — encerrou o dia com queda de 5,96%. Já a Tokyo Stock Exchange, principal mercado financeiro do Japão, recuou 5,2%.

Na Europa, os principais centros financeiros também registraram perdas. A bolsa de Euronext Paris caiu 2,59%, enquanto a de Frankfurt Stock Exchange recuou 2,47%. Em London Stock Exchange, a queda foi de 1,57%. Já as bolsas de Bolsa de Madrid e Borsa Italiana registraram baixas de 2,87% e 2,71%, respectivamente. Outros mercados da Ásia e da Oceania, como Hong Kong, Xangai, Taipei, Sydney, Singapura, Manila e Wellington, também encerraram o pregão em queda.

Nos Estados Unidos, os três principais índices de New York Stock Exchange, em Wall Street, já haviam acumulado queda superior a 2% na semana passada. Em meio à instabilidade global, o dólar voltou a se valorizar, já que costuma ser considerado um ativo mais seguro em períodos de incerteza. O impacto mais forte do conflito, no entanto, apareceu no mercado de energia. Às 6h30 GMT (3h30 em Brasília), o barril do West Texas Intermediate (WTI), referência do petróleo nos Estados Unidos, subia 15,51%, sendo negociado a US$ 104,96. Pouco antes, chegou a avançar 30%, atingindo US$ 119,48 por barril. Já o Brent Crude, referência internacional do petróleo produzida no Mar do Norte, registrava alta de 17,42%, chegando a US$ 108,82, após também ultrapassar a marca de US$ 119.

O gás natural na Europa seguiu a mesma tendência de alta. Os contratos futuros do Title Transfer Facility (TTF), principal referência regional para o preço do gás, subiam 30%, alcançando 69,50 euros (quase US$ 80).

A alta está relacionada ao receio de interrupções no transporte de petróleo pelo Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de um quinto do petróleo comercializado no mundo.

Reação do presidente norte-americano

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comentou a forte alta no preço do petróleo após a escalada do conflito no Oriente Médio e minimizou os impactos econômicos imediatos. Para o líder norte-americano, a elevação do valor do combustível seria um efeito momentâneo diante do que considera um objetivo maior: conter o suposto avanço do programa nuclear do Irã. A declaração foi publicada por Trump na rede social Truth Social, plataforma frequentemente utilizada pelo presidente para divulgar posicionamentos políticos e comentários sobre temas internacionais. 

O aumento de curto prazo dos preços do petróleo, que cairão rapidamente quando a ameaça nuclear do Irã for eliminada, é um preço muito pequeno a pagar pela segurança e pela paz dos Estados Unidos e do mundo. APENAS OS TOLOS PENSARIAM O CONTRÁRIO!

Autoridades do Irã já disseram várias vezes que não estão desenvolvendo armas nucleares. Por exemplo, o presidente iraniano Masoud Pezeshkian afirmou que o país não pretende produzir bombas nucleares e que seu programa nuclear seria apenas para energia e pesquisa científica. 

Além disso, líderes iranianos costumam citar uma decisão religiosa (uma fatwa) do antigo líder supremo Ali Khamenei, que proíbe o uso e o desenvolvimento de armas nucleares no país. 

O cenário elevou as preocupações com uma possível crise energética e com o impacto sobre a inflação global.

Fonte: G1

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