Economia

ECONOMIA E CRÉDITO

Juros para famílias aumentam e inadimplência chega a 6%

Em agosto, juros e inadimplência das famílias brasileiras cresceram, aponta Banco Central.

Teresinha Ferreira

29 de setembro de 2026 às 10:41 ▪ Atualizado há 1 hora

Ver resumo
  • A taxa média de juros do crédito livre para pessoas físicas subiu para 61,7% ao ano em agosto.
  • O aumento dos juros foi influenciado principalmente por cartões de crédito rotativo e parcelado.
  • A taxa média de juros para operações com recursos livres (famílias e empresas) ficou em 48,5% ao ano.
  • A taxa média de juros para empresas caiu para 24,2%.
  • Houve uma redução das taxas de cartão de crédito rotativo e capital de giro para empresas.
  • O crédito às famílias continuou a crescer, atingindo um saldo de R$ 2,6 trilhões, impulsionado por financiamento de veículos e crédito consignado.
  • Para empresas, o saldo foi de R$ 1,6 trilhão, com ligeira queda mensal.
  • O endividamento das famílias chegou a 49,9%.
  • A inadimplência na carteira de crédito das famílias aumentou para 6%.
  • O saldo total do crédito alcançou R$ 7,4 trilhões em agosto, com um aumento geral de 9,2% em 12 meses.

Agência Brasil Juros para famílias
Juros para famílias

Os juros e a inadimplência das famílias brasileiras tiveram alta em agosto, conforme as Estatísticas Monetárias e de Crédito divulgadas pelo Banco Central (BC) nesta terça-feira (29). A taxa média de juros do crédito livre para pessoas físicas alcançou 61,7% ao ano, registrando aumento de 1,4 ponto percentual (p.p.) em relação a julho e de 2,9 p.p. comparado a agosto de 2022.

A pressão sobre o indicador veio principalmente do cartão de crédito rotativo e do cartão parcelado. Considerando famílias e empresas, a taxa média de juros das operações com recursos livres ficou em 48,5% ao ano, com elevação de 0,8 p.p. em um mês e 2,3 p.p. no acumulado de 12 meses.

Nas empresas, a taxa média recuou para 24,2%, com diminuição de 1,0 p.p. no mês e 0,7 p.p. em um ano. “Prevaleceu o efeito da variação das taxas, com destaque para as reduções no cartão de crédito rotativo, que caiu 26,9 p.p., capital de giro com prazo inferior a 365 dias, que diminuiu 4,1 p.p., e capital de giro com prazo superior a 365 dias, com redução de 1,0 p.p.”, detalhou o BC.

Mesmo com juros elevados, o crédito às famílias seguiu em expansão. O saldo das operações livres para pessoas físicas atingiu R$ 2,6 trilhões, apresentando alta de 0,8% no mês e de 10,5% em 12 meses. O aumento foi impulsionado principalmente pelo financiamento de veículos, crédito rotativo e consignado.

Para as empresas, a taxa média das operações livres foi de 24,2% ao ano, com saldo totalizando R$ 1,6 trilhão, caindo 0,6% no mês, mas subindo 0,5% em um ano. O resultado foi impactado pela redução nas operações de capital de giro e desconto de duplicatas.

O endividamento das famílias chegou a 49,9% em julho, uma alta de 0,2 p.p. comparado ao mês anterior e 1,1 p.p. em 12 meses. A inadimplência na carteira de crédito atingiu 5%, subindo 0,1 p.p. no mês e 0,9 p.p. no ano, enquanto entre as famílias o índice chegou a 6%, crescendo 0,2 p.p. em relação a julho e 1,1 p.p. ao ano passado.

O saldo do crédito totalizou R$ 7,4 trilhões em agosto, com operações para famílias somando R$ 4,7 trilhões, crescimento de 0,8%, e para empresas totalizando R$ 2,7 trilhões, diminuindo 0,1%. Em 12 meses, o crédito total subiu 9,2%, sendo 10,5% nas operações com pessoas físicas e 7,1% com empresas.

Fonte: Agência Brasil