Economia

TAXA DE JUROS

Economista do Plano Real critica juros altos do Banco Central

André Lara Resende acusa BC de desequilibrar contas públicas com taxas elevadas.

Da Redação

02 de novembro de 2026 às 14:09 ▪ Atualizado há 54 minutos

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  • André Lara Resende critica o Banco Central por manter altas taxas de juros no Brasil.
  • Afirma que essa política é a principal causa do desequilíbrio fiscal.
  • Questiona a taxa Selic de 13,75%, destacando que é a maior taxa de juros real do mundo.
  • Critica a imprensa e analistas por focarem nos gastos primários como vilões fiscais.
  • Enfatiza que os juros sobre a dívida pública deveriam ser o foco principal.
  • Propõe um novo regime fiscal e monetário com redução dos juros.
  • Sugeriu metas conjuntas de inflação e crescimento econômico.
  • Defende o uso das reservas cambiais para evitar depreciação do real.
  • Destaca a necessidade de atualizar preconceitos econômicos obsoletos.

Agência Brasil Critica juros altos do Banco Central
Critica juros altos do Banco Central

André Lara Resende, economista e um dos formuladores do Plano Real, criticou o Banco Central por manter elevadas taxas de juros no Brasil. Segundo ele, essa política é a principal responsável pelo desequilíbrio fiscal que a instituição afirma combater.

Em seu artigo, Lara Resende afirmou: “Acuso o Banco Central de sustentar, em nome de uma teoria anacrônica, a taxa de juros que é a principal causa do desequilíbrio fiscal.” Ele defende a revisão das políticas fiscais e monetárias para evitar que os juros continuem pressionando a dívida pública.

O economista questiona a taxa Selic, atualmente em 13,75% ao ano, apontando que o Brasil tem a maior taxa de juros real do mundo. Lara Resende critica também a imprensa e os analistas de mercado por perpetuarem o foco nos gastos primários como vilão das contas públicas.

Segundo ele, o verdadeiro foco deve ser nos juros sobre a dívida, que superam a arrecadação do país. O Banco Central defende os juros altos alegando pressões inflacionárias e déficits fiscais causados por despesas públicas superiores às receitas.

Lara Resende propõe um novo regime fiscal e monetário, incluindo a redução dos juros e um planejamento de metas conjuntas de inflação e crescimento econômico. Ele sugere um manejo mais efetivo das reservas cambiais para evitar depreciação do real.

Seus argumentos destacam a necessidade de superar preconceitos econômicos não atualizados e focar em políticas que considerem o contexto econômico atual do Brasil.

Fonte: Agência Brasil



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