Economia

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Déficit do Governo Central chega a R$ 13,6 bilhões em agosto

Tesouro Nacional reporta saldo negativo, mas acima das expectativas do mercado

Teresinha Ferreira

29 de setembro de 2026 às 12:30 ▪ Atualizado há 48 minutos

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  • O Governo Central registrou um déficit primário de R$ 13,6 bilhões em agosto.
  • O resultado foi melhor que em agosto de 2025, com déficit de R$ 15,5 bilhões.
  • Superou as projeções de mercado, que esperavam um déficit de R$ 16 bilhões.
  • Receitas líquidas cresceram 3,5%, despesas aumentaram 1,9% em relação ao ano anterior.
  • Tesouro e Banco Central tiveram superávit de R$ 5 bilhões; Previdência Social teve déficit de R$ 18,6 bilhões.
  • Déficit acumulado no ano é de R$ 94,9 bilhões, acima dos R$ 85,9 bilhões do mesmo período de 2025.
  • Arrecadação da Receita Federal subiu 5,6%, com destaque para Cofins, Imposto de Importação e IPI.
  • Arrecadação líquida da Previdência aumentou 6,3%.
  • Receitas de petróleo e gás também contribuíram.
  • Foram destinados R$ 4,9 bilhões ao Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC).
  • Gastos com previdência e seguro-desemprego aumentaram; despesas discricionárias caíram.
  • Saúde registrou uma redução de R$ 2,9 bilhões em gastos.

Agência Brasil Déficit do Governo Central
Déficit do Governo Central

O Governo Central registrou um déficit primário de R$ 13,6 bilhões em agosto, conforme divulgou o Tesouro Nacional nesta terça-feira (29). O resultado foi melhor do que em agosto de 2025, quando o déficit foi de R$ 15,5 bilhões.

O desempenho superou as projeções do mercado, que esperava um déficit de R$ 16 bilhões. Em valores ajustados pela inflação, as receitas líquidas cresceram 3,5% em relação ao ano anterior, enquanto as despesas aumentaram 1,9%.

Tesouro Nacional e Banco Central tiveram um superávit conjunto de R$ 5 bilhões. No entanto, a Previdência Social apresentou um déficit de R$ 18,6 bilhões. Apesar da melhora em agosto, o déficit acumulado no ano é de R$ 94,9 bilhões, superando os R$ 85,9 bilhões registrados no mesmo período de 2025.

O crescimento da arrecadação foi impulsionado pelas receitas da Receita Federal, que subiram 5,6% acima da inflação. Destacaram-se os aumentos da Cofins, do Imposto de Importação e do IPI. A arrecadação líquida da Previdência cresceu 6,3%, favorecida pela melhora no mercado de trabalho e maior recolhimento do Simples Nacional.

Receitas da exploração de recursos naturais, como petróleo e gás pela Pré-Sal Petróleo S.A., também contribuíram. Por outro lado, R$ 4,9 bilhões foram destinados ao Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), um fator novo de pressão, já que em agosto anterior não houve essa despesa.

Cresceram ainda os gastos com benefícios previdenciários e com seguro-desemprego, enquanto as despesas discricionárias caíram R$ 5,6 bilhões. A área da saúde, por exemplo, teve uma redução de R$ 2,9 bilhões em seus gastos.

Fonte: Agência Brasil