Economia

VAREJO

Comércio varejista brasileiro cai 0,8% em julho, diz IBGE

Pesquisa indica "ressaca" pós-Copa do Mundo, desacelerando crescimento do setor.

Teresinha Ferreira

15 de setembro de 2026 às 10:28 ▪ Atualizado há 1 hora

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  • O comércio varejista no Brasil caiu 0,8% de junho para julho, impactado pela "ressaca" da Copa do Mundo.
  • O crescimento acumulado em 12 meses desacelerou para 1,6%.
  • A média móvel trimestral mostrou uma variação negativa de 0,1%.
  • O setor teve um avanço de 1,8% no ano e 1,2% nos últimos 12 meses.
  • A desaceleração é evidente comparando-se a março, quando o crescimento era de 2,3%.
  • O nível de comércio está 10,6% acima do pré-pandemia, mas 1,5% abaixo do pico de março de 2026.
  • Cinco das oito categorias pesquisadas apresentaram redução, incluindo móveis e eletrodomésticos, livros e papelaria, e vestuário.
  • Produto impulsionado pelas compras relacionadas à Copa nos meses anteriores.
  • Móveis e eletrodomésticos ainda tiveram alta de 3,9% em 12 meses.
  • Varejo ampliado, incluindo o atacado, cresceu 0,4% de junho para julho, acumulando alta de 1,2% em 12 meses.
  • A pesquisa IBGE também apontou estabilidade nos serviços e pequeno crescimento na indústria em julho.

Agência Brasil Comércio varejista no Brasil registrou uma queda
Comércio varejista no Brasil registrou uma queda

O comércio varejista no Brasil registrou uma queda de 0,8% entre junho e julho, atribuída a uma "ressaca" provocada pela Copa do Mundo. Com isso, o crescimento acumulado do setor em 12 meses desacelerou para 1,6%.

A média móvel trimestral mostrou uma variação negativa de 0,1%, refletindo uma tendência de desaceleração. No ano, o setor apresenta um avanço de 1,8%, enquanto nos últimos 12 meses, o crescimento é de 1,2%. Esses dados evidenciam uma desaceleração em comparação a março, quando o acumulado era de 2,3%.

Segundo a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o comércio brasileiro está 10,6% acima do nível pré-pandemia (fevereiro de 2020), mas 1,5% abaixo do pico alcançado em março de 2026.

O analista Cristiano Santos destacou que a atividade está em um patamar semelhante ao de dezembro de 2025. Entre as oito atividades pesquisadas, cinco apresentaram redução, incluindo móveis e eletrodomésticos (-4,9%), livros e papelaria (-4,2%) e vestuário (-2,7%).

A queda nas vendas foi influenciada pelo aumento anterior nas compras de TVs e álbuns de figurinhas, produtos relacionados à Copa, concentrando o consumo em meses anteriores, segundo Santos. Em 12 meses, no entanto, a venda de móveis e eletrodomésticos apresentou alta de 3,9%.

No varejo ampliado, que inclui o atacado, o índice cresceu 0,4% de junho para julho e acumulou uma alta de 1,2% em 12 meses.

A pesquisa do IBGE é parte de um conjunto de levantamentos que também apontaram estabilidade no setor de serviços e um pequeno crescimento na indústria em julho.

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Fonte: Agência Brasil