LUTO
Teresinha Ferreira
26 de agosto de 2026 às 13:25 ▪ Atualizado há 1 hora
Luis Turiba, poeta, ativista cultural e jornalista, faleceu na madrugada desta quarta-feira (26) em Salvador (BA). Ele morreu em casa, aos 76 anos, devido a complicações graves de saúde. A família ainda não divulgou detalhes sobre o velório e enterro.
Turiba deixa um legado cultural significativo. Sua obra inclui poesias, crônicas, textos jornalísticos, video-documentários e parcerias musicais, como a letra da canção Bico da Torre. Flamenguista, em seu livro Luminares (1983), deixou um "roteiro de velório" bem humorado, pedindo para ser enterrado com a bandeira de seu time do coração.
Luiz Artur Toribio, mais conhecido como Turiba, nasceu no Recife (PE) em 1950 e se mudou jovem para o Rio de Janeiro, onde se tornou militante do movimento estudantil. Foi preso e perseguido durante a ditadura militar brasileira por suas atividades políticas.
Seu primeiro livro de poesia, Kiprokó, foi lançado em 1977. Teve uma carreira de sucesso como repórter, trabalhando em veículos como revista Manchete, O Globo e Gazeta Mercantil. Em agosto de 2024, recebeu anistia política, sendo formalmente desculpado pelo Estado brasileiro por sua perseguição na ditadura.
Entre 1985 e 2022, Turiba editou a revista cultural Bric-a-Brac, destacando-se por sua inovação gráfica e conteúdo, com entrevistas de personalidades renomadas. Ele também participou intensamente da vida cultural de Brasília.
O poeta Nicolas Behr destacou a importância de Bric-a-Brac para a história das revistas literárias. Para Behr, Turiba foi um agitador cultural e uma figura lembrada por seu engajamento e alegria.
O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal lamentou a morte de Turiba, ressaltando sua influência na imprensa e cultura locais e expressando solidariedade aos familiares e amigos.
Fonte: Agência Brasil
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