Arte e Cultura

ARTE E INCLUSAO

Luciano Ambrósio transforma desafios em arte pelo olhar fotográfico

Fotógrafo cego lança livro e desafia percepções sobre deficiência e arte

Teresinha Ferreira

21 de setembro de 2026 às 07:30 ▪ Atualizado há 2 horas

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  • Luciano Ambrósio, fotógrafo cego, transforma o cotidiano em arte com fotografia e poesia.
  • Residente em Ceilândia, DF, Luciano lança seu primeiro livro "Meu olhar", com 100 poesias e imagens.
  • Ele utiliza um software de voz para mapear o ambiente e capturar detalhes.
  • Juliana Santos, estilista de Goiás, enfrenta ataques capacitistas e usa a arte como protesto.
  • Juliana está criando um vestido com 200 comentários ofensivos para denunciar o capacitismo.
  • Carolina Belfort, uma professora cadeirante de educação física, promove inclusão e criatividade.
  • Daniela Francescutti, nadadora surda, compete em eventos masters desde 2007, conquistando medalhas.
  • O Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, em 21 de setembro, destaca inclusão e visibilidade.
  • Isadora Nascimento destaca a importância de políticas públicas e letramento para combater o capacitismo.

Agência Brasil Luciano Ambrósio, fotógrafos cego
Luciano Ambrósio, fotógrafos cego

Luciano Ambrósio, fotógrafos cego, transforma o cotidiano em arte por meio da fotografia e poesia. Residente em Ceilândia (DF), Luciano perdeu a visão aos 24 anos, mas isso não limitou seu olhar criativo. Em novembro, ele lançará seu primeiro livro, "Meu olhar", que reunirá 100 poesias e imagens de sua autoria.

Utilizando um software de voz, o fotógrafo consegue captar cada detalhe ao mapear o ambiente por meio de sons e texturas. Ele aprendeu a fotografar há uma década e, desde então, a câmera se tornou uma extensão de seus sentimentos e percepções.

Outra artista enfrentando adversidades é a estilista goiana Juliana Santos, que luta contra ataques capacitistas na internet. Ela é responsável por mais de 2.300 vestidos produzidos ao longo de sua carreira e ingressou na Justiça para buscar reparação pelos ataques sofridos. Juliana planeja usar sua arte como protesto, criando um vestido com 200 comentários ofensivos registrados nos últimos dois anos.

No campo educacional, a professora de educação física Carolina Belfort inspira seus alunos no Riacho Fundo, DF. Cadeirante desde criança, Carolina encoraja os estudantes a explorar esportes e abraçar a criatividade, promovendo um ambiente de inclusão desde o primeiro dia de aula.

A nadadora e funcionária pública Daniela Francescutti também desafia barreiras ao competir em eventos de natação masters como atleta surda. Competindo desde 2007, Daniela encontrou na natação seu "templo de paz" e segue conquistando medalhas em competições nacionais e internacionais.

O Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, comemorado em 21 de setembro, destaca a importância de visibilidade e inclusão em várias esferas da sociedade. Isadora Nascimento, secretária nacional dos direitos da pessoa com deficiência, enfatiza a necessidade de letramento e políticas públicas para enfrentar o capacitismo, um tema essencial para avançar em direitos e oportunidades.

Fonte: Agência Brasil