O emaranhado de fios que se espalha pelos postes do centro de Teresina continua praticamente intacto. Em julho de 2025, a Equatorial reuniu representantes da Prefeitura de Teresina e das operadoras de telecomunicações para discutir o problema. No encontro, a concessionária de energia chegou a anunciar um projeto piloto para começar em agosto do ano passado, mas oito meses depois, nada mudou nas ruas da capital.
A assessoria da Equatorial informou informou que não há novidades sobre a ação programada. A concessionária afirmou que realizou algumas intervenções pontuais na região central ao longo do ano passado, mas de forma pulverizada, e que segue estudando a melhor forma de dar continuidade ao trabalho.
Imagem registrada na manhã desta quinta-feira, no centro
Enquanto isso, quem caminha pelo centro da cidade ainda encontra postes sobrecarregados, fios soltos, cabos enrolados e trechos da fiação pendurados em altura irregular. Além da poluição visual, a situação representa risco real de acidentes para pedestres, motociclistas e motoristas.
"O excesso de cabos na rede aérea causa vários danos. Primeiro, poluição visual. Segundo, risco de choque elétrico", afirma o conselheiro do Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU), Carlos Kaiser, alerta que a desorganização da rede aérea vai além da poluição visual e pode provocar acidentes. Ele chama atenção para um agravante que muitas vezes passa despercebido. "Muitas das fachadas são estrutura metálica, e essa estrutura metálica muitas vezes fica tocando ali nos fios. Se houver algum fio desencapado, pode eletrificar parte da estrutura e provocar choques nas pessoas".
O problema também interfere diretamente no funcionamento da cidade. Segundo Kaiser, caminhões que circulam por ruas estreitas frequentemente acabam enroscando na fiação. "Isso causa transtorno, alguns pontos comerciais perdem energia e ficam sem poder atender os clientes, sem falar no desconforto térmico", explica.
Conselheiro do Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU), Carlos Kaiser, alerta sobre riscos de acidentes
Para o conselheiro, a situação revela falta de fiscalização. "Várias companhias de telecomunicações mexem nos postes, deixam excesso de fio, cabos enrolados e simplesmente vão embora. É necessário que o poder público regulamente isso de melhor forma e cobre a efetuação desse regulamento", afirma.
A Câmara de Dirigentes Lojistas também cobram medidas efetivas para eliminar os fios irregulares nos postes. "Esperamos há anos que essa situação seja resolvida", ressalta o vice-presidente da entidade, Leonardo Viana. Em muitas capitais e grandes cidades, os gestores estão investindo na fiação subterrânea, o que melhora a estética urbana, aumenta a segurança, protege o sistema contra tempestades e reduz furtos.
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