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DISSÍDIO CEF

TST julga dissídio de greve da Caixa nesta terça-feira

Trabalhadores estão em greve nacional desde o dia 10 de setembro.

Teresinha Ferreira

29 de setembro de 2026 às 08:10 ▪ Atualizado há 46 minutos

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  • O TST julga o dissídio coletivo de greve entre a Caixa Econômica Federal e seus empregados.
  • A greve começou em 10 de setembro após falhas nas negociações do acordo coletivo.
  • As principais questões incluem o modelo de custeio do plano Saúde Caixa.
  • A Caixa alega que a greve afeta serviços essenciais e pediu para manter 80% dos empregados ativos.
  • O ministro Mauricio Godinho Delgado determinou que 60% dos empregados devem trabalhar, sob pena de multa.
  • Greve foi considerada legítima e deve ser pacífica, sem indícios de irregularidades.
  • Foram realizadas 13 rodadas de negociação e mediação com o Ministério Público do Trabalho sem avanços.

Agência Brasil Greve da Caixa
Greve da Caixa

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) julga nesta terça-feira (29) o dissídio coletivo de greve ajuizado pela Caixa Econômica Federal contra seus empregados, que estão paralisados desde 10 de setembro. A avaliação acontece após falhas nas negociações sobre o acordo coletivo de trabalho, vencido em 31 de agosto.

Os trabalhadores, representados pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf) e pela Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Empresas de Crédito (Contec), afirmam que o impasse é causado, em parte, pela ausência de consenso em relação ao modelo de custeio do plano Saúde Caixa.

Em resposta, a empresa pública argumenta que a greve afeta serviços essenciais, justificando a solicitação ao TST para manter um percentual de empregados ativos. No último dia 25, o ministro Mauricio Godinho Delgado determinou que 60% dos empregados permaneçam em atividade, presencialmente ou remotamente, sob pena de multa diária de R$ 100 mil para as entidades sindicais que descumprirem a ordem.

Apesar do pedido da Caixa para manter 80% do pessoal em trabalho, o ministro negou a proibição de ações que dificultem o acesso às agências, ressaltando que a greve deve ser pacífica e não há indícios de irregularidades no movimento.

Os trabalhadores alegam legitimidade da greve e culpam o banco pela ausência de avanços nas negociações. Foram realizadas 13 rodadas de negociação, além de mediação com o Ministério Público do Trabalho e assembleias nacionais.

Fonte: Agência Brasil