Brasil

Incêndios no Amazonas

Ministério investiga organização por trás de incêndios no Amazonas

Ação humana é a causa principal; autoridades intensificam investigações em Manaus.

Da Redação

14 de outubro de 2026 às 21:22 ▪ Atualizado há 3 horas

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  • O Ministério do Meio Ambiente investiga incêndios no Amazonas, atribuídos a ações humanas.
  • O ministro João Paulo Capobianco enfatiza a necessidade de punições severas.
  • A operação envolve a Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Civil do Amazonas e Abin.
  • Lembra-se de eventos como o "Dia do Fogo" em 2024 com mais de dois mil incêndios.
  • Multas por incêndios florestais podem variar de R$ 5 mil a R$ 10 mil por hectare.
  • Aulas foram suspensas em Manaus devido à má qualidade do ar.
  • Há uma redução nos incêndios, mas a situação ainda é crítica.
  • O governo usa 11 aeronaves e 290 brigadistas no combate aos focos.

Agência Brasil Ministério investiga organização por trás de incêndios no Amazonas

O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima iniciou uma investigação para identificar possíveis organizações responsáveis pelos incêndios no Amazonas. O ministro João Paulo Capobianco declarou que os focos de incêndio têm origem humana.

Durante uma coletiva em Manaus na quarta-feira (14), Capobianco ressaltou a importância de punir severamente os responsáveis, evitando a sensação de impunidade. "Vamos investigar quem está operando esse conjunto de incêndios e verificar se há uma organização por trás disso", afirmou.

A operação está a cargo das polícias Federal, Rodoviária Federal e Civil do Amazonas, com apoio da Agência Brasileira de Inteligência (Abin). O ministério relembra situações similares de 2024, incluindo o "Dia do Fogo", que registrou mais de dois mil incêndios em locais como São Paulo e Pará.

Segundo o ministério, provocar incêndios florestais pode resultar em multas de R$ 5 mil a R$ 10 mil por hectare, apreensões e prisões. Diversas cidades amazonenses enfrentam problemas graves, com suspensão de aulas em Manaus devido à baixa qualidade do ar.

Capobianco informou uma redução nos focos, mas alertou que a situação ainda é grave. "Há um indicativo de redução, mas ainda temos fumaça e focos ativos", disse. A qualidade do ar em Manaus ainda depende das condições dos ventos.

Desde o início da temporada de incêndios, 292 focos foram extintos, mas ainda restam 8 ativos. O governo mobilizou 11 aeronaves, incluindo um KC-390 e três helicópteros, além de 290 brigadistas já atuando no combate aos incêndios.

Fonte: Agência Brasil