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FALOU E DISSE

Merlong traça "linha do tempo" do Caso Master e aponta nomes: "É a direita bolsonarista"

Deputado federal rebate generalização da mídia e aponta que esquema envolve ex-diretor do Banco Central, governadores do DF e RJ, além de Ciro Nogueira

Da Redação

09 de maio de 2026 às 13:30 ▪ Atualizado há 52 minutos


Deputado federal Merlong Solano "dá nome aos bois", ao Caso Master
Deputado federal Merlong Solano "dá nome aos bois", ao Caso Master

O deputado federal Merlong Solano (PT-PI) subiu o tom contra o que chamou de "sacanagem da grande mídia" ao comentar as investigações sobre o Banco Master. Em vídeo publicado nas redes sociais, o parlamentar rebateu a tese de comentaristas da GloboNews que afirmaram, de forma generalizada, que "os políticos" teriam medo das delações do banqueiro Daniel Vorcaro.

 "Por que não dão nome aos bois? Os bois têm nome e estão claros: é a direita brasileira que está enterrada até o pescoço nesse caso", disparou Merlong, traçando uma linha do tempo que começa em 2018, ainda no governo Temer.

Na denúncia, Merlong detalhou como a corrupção teria atingido a "veia" do sistema financeiro através de Paulo Sérgio, ex-diretor de fiscalização do Banco Central. Segundo o deputado, o diretor,nomeado por Temer e mantido por Bolsonaro, teria recebido propina para não fiscalizar o Banco Máxima (antigo nome do Master). 

Merlong também apontou o uso de dinheiro público no esquema, citando que o governador do DF, Ibaneis Rocha (MDB), teria "enterrado" R$ 12 bilhões do BRB em papéis podres do banco, enquanto Cláudio Castro (PL), governador do Rio de Janeiro, teria comprometido quase R$ 2 bilhões do fundo de previdência dos aposentados fluminenses com a mesma instituição.

Sobre o envolvimento piauiense, Merlong reforçou a gravidade da emenda apresentada pelo senador Ciro Nogueira (PP-PI). O petista explicou que, se o Congresso tivesse aprovado a proposta de Ciro para elevar a garantia do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão, o sistema financeiro nacional poderia ter falido. 

"Com 250 mil reais, o rombo já chegou a R$ 60 bilhões. Imagine se tivesse aumentado para R$ 1 milhão? O senador deve muitas explicações à Justiça", afirmou. Ao finalizar, Merlong exigiu que a imprensa pare de generalizar a corrupção para evitar a responsabilização direta dos políticos de direita e do centrão envolvidos no escândalo.



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