Brasil

INTERFERÊNCIA ELEITORAL

Manifestantes em São Paulo acusam Meta de interferência eleitoral

Protesto critica falta de neutralidade da Meta em conteúdos eleitorais nas redes sociais.

Teresinha Ferreira

20 de outubro de 2026 às 00:42 ▪ Atualizado há 24 minutos

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  • Centenas de manifestantes protestaram em São Paulo contra a Meta, acusando-a de interferir na neutralidade dos conteúdos eleitorais.
  • O protesto teve o slogan "Meta, não se meta" e ocorreu em frente às sedes da Meta e do Google.
  • Os manifestantes alegam suposta censura a ativistas e defesa de interesses próprios pela Meta.
  • Um manifesto foi tentado entregar à Meta, mas será encaminhado digitalmente.
  • Veronica Gimenez, da ONG TravaHacker, pediu maior transparência e monitoramento das atividades da Meta.
  • O tema de soberania digital e popular foi central nas críticas contra o monopólio das grandes empresas de dados.
  • Thiago Torres Santos, "Chavoso da USP", relatou ser banido mesmo com ordem judicial a seu favor, criticando a influência da Meta nas eleições.
  • O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) exigiu que a Meta comprove a isonomia na exibição de conteúdos políticos.
  • A Meta justifica dificuldades por regras eleitorais rigorosas e pelo processo de checagem de conteúdos.

Agência Brasil Manifestante acusam a Meta de interferência eleitoral
Manifestante acusam a Meta de interferência eleitoral

Centenas de manifestantes reuniram-se na zona oeste de São Paulo na segunda-feira (19) para acusar a Meta de interferir na neutralidade dos conteúdos relacionados às eleições. O protesto ocorreu diante das sedes da Meta e do Google.

Com o slogan “Meta, não se meta”, os participantes denunciaram a suposta censura a ativistas e a defesa de interesses próprios pela empresa, que gerencia plataformas como Facebook e Instagram. Organizações tentaram entregar um manifesto à Meta, sem sucesso, e pretendem encaminhá-lo digitalmente.

Veronica Gimenez, programadora da ONG TravaHacker, destacou a necessidade de maior transparência e monitoramento nas ações da empresa: “Ferramentas como essas sustentam o debate público. Pedimos relatórios claros sobre suas atividades.”

Soberania digital e popular foram temas centrais nas críticas à gestão por grandes empresas de dados. Gimenez acusou as empresas de monopólio e de não respeitarem o debate democrático.

Thiago Torres Santos, conhecido como Chavoso da USP, relatou: “Fui banido mesmo com ordem judicial a meu favor. A Meta desrespeita as decisões legais e influencia nas eleições, beneficiando um lado político.”

Na esfera judicial, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) exigiu explicações da Meta por suposta desigualdade na exibição de conteúdos políticos. O ministro Marco Aurélio Bellizze deu prazo de 24 horas para que a empresa comprove isonomia nas postagens e anúncios de campanha.

A Meta alega que dificuldades ocorrem devido a regras eleitorais rigorosas e ao processo de checagem de conteúdos.

Fonte: Agência Brasil