Brasil

TRABALHO INFANTIL

IBGE aponta redução de 9,2% no trabalho infantil no Brasil em 2025

Pesquisa revela queda no número de crianças e adolescentes em situação de trabalho infantil

Teresinha Ferreira

16 de outubro de 2026 às 10:01 ▪ Atualizado há 1 hora

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  • Em 2025, o trabalho infantil no Brasil diminuiu 9,2% em comparação a 2024.
  • Existiam 1,499 milhão de crianças e adolescentes em situação de trabalho infantil, representando 4% da população de 5 a 17 anos.
  • Em 2016, esse número era 5,2%.
  • Políticas públicas e programas sociais, como o Bolsa Família, ajudaram a reduzir esses números.
  • 525 mil jovens estavam em ocupações perigosas, de acordo com o Decreto Federal 6.481/2008.
  • A taxa de trabalho infantil entre beneficiários do Bolsa Família era de 4,4% em 2025, comparada a 7,3% em 2016.
  • O Sudeste tinha o maior número absoluto de casos, enquanto o Norte apresentava a maior proporção relativa de casos de trabalho infantil.

Agência Brasil Trabalho infantil no Brasil em 2025
Trabalho infantil no Brasil em 2025

O trabalho infantil no Brasil recuou 9,2% em 2025 na comparação com o ano anterior, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (**Pnad**), divulgada pelo IBGE. Em 2025, 1,499 milhão de crianças e adolescentes estavam nessa condição, representando 4% da população de 5 a 17 anos.

A redução também foi significativa ao analisar retrospectivamente: em 2016, 5,2% da população nessa faixa etária estavam em situação de trabalho infantil. Conforme o **IBGE**, políticas públicas e programas sociais como o Bolsa Família contribuíram para essa diminuição, junto ao aquecimento do mercado de trabalho.

O estudo destacou que 525 mil jovens estavam em ocupações consideradas como piores formas de trabalho infantil (TIP), que oferecem riscos à saúde e violam direitos, segundo o Decreto Federal 6.481/2008. Em comparação com 2024, houve uma ligeira diminuição, de 560 mil para 525 mil.

A pesquisa também revelou que, entre os beneficiários do Bolsa Família, a taxa de trabalho infantil era de 4,4%, ligeiramente superior à média nacional, mas já significativamente reduzida em relação a 2016, quando a taxa era 7,3%.

No recorte regional, o Sudeste concentrou o maior número absoluto de casos em 2025, mas foi a Região Norte que apresentou a maior proporção relativa em relação à população de 5 a 17 anos.

Fonte: Agência Brasil