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BOLSA FAMÍLIA

Bolsa Família começa a ser pago com reajuste de 15%

Benefício de outubro já inclui aumento para famílias atendidas pelo programa; pagamentos seguem calendário conforme o NIS

Da Redação

19 de outubro de 2026 às 09:51 ▪ Atualizado há 1 hora

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  • O Bolsa Família com reajuste de 15,04% começa a ser pago em 19 de outubro para beneficiários com NIS terminado em 1.
  • O valor mínimo garantido por família aumentou de R$ 600 para R$ 691.
  • A correção considera a inflação medida pelo INPC entre 2023 e 2026.
  • Objetivo é preservar o poder de compra das famílias.
  • Benefícios adicionais foram ajustados: Renda de Cidadania (R$ 164), Primeira Infância (R$ 173) e Variável Familiar (R$ 58).
  • O benefício complementar assegura mínimo de R$ 691 por família.
  • Pagamentos em outubro seguem cronograma baseado no NIS.
  • Famílias em emergência ou calamidade podem receber no primeiro dia.
  • Programa atende famílias no CadÚnico com renda mensal de até R$ 218 por pessoa e que cumpram critérios de saúde e educação.
  • Reajuste é aplicado automaticamente sem necessidade de solicitação.

Lyon Santos/ MDS Reajuste do Bolsa Família começa ser pago nesta segunda-feira (19)
Reajuste do Bolsa Família começa ser pago nesta segunda-feira (19)

O pagamento do Bolsa Família com reajuste de 15,04% começa nesta segunda-feira (19) para os beneficiários com Número de Identificação Social (NIS) terminado em 1. Com a atualização, o valor mínimo garantido por família passa de R$ 600 para R$ 691.

A correção foi anunciada pelo governo federal em setembro e leva em conta a inflação acumulada entre março de 2023 e agosto de 2026, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), o objetivo é preservar o poder de compra das famílias atendidas pelo programa.

Além do valor mínimo, os benefícios adicionais também foram reajustados. O valor médio estimado por família passa de R$ 675 para R$ 777, embora a quantia recebida por cada beneficiário varie de acordo com a composição familiar e os adicionais aos quais tem direito.

Veja o que mudou nos valores

Com a atualização, os principais benefícios do Bolsa Família passam a ter os seguintes valores:

  • Valor mínimo por família: de R$ 600 para R$ 691;
  • Benefício de Renda de Cidadania: de R$ 142 para R$ 164 por integrante;
  • Benefício Primeira Infância: de R$ 150 para R$ 173 por criança de até 7 anos incompletos;
  • Benefício Variável Familiar: de R$ 50 para R$ 58 por integrante elegível, incluindo gestantes, nutrizes e crianças e adolescentes de 7 a 18 anos incompletos.

O benefício complementar garante que as famílias que, após o cálculo das parcelas, não atinjam o piso recebam a diferença necessária para alcançar R$ 691.

Calendário de pagamento de outubro

Os depósitos são realizados pela Caixa Econômica Federal, conforme o último dígito do NIS do responsável familiar. Para o calendário regular de outubro, as datas são:

  • NIS final 1: 19 de outubro;
  • NIS final 2: 20 de outubro;
  • NIS final 3: 21 de outubro;
  • NIS final 4: 22 de outubro;
  • NIS final 5: 23 de outubro;
  • NIS final 6: 26 de outubro;
  • NIS final 7: 27 de outubro;
  • NIS final 8: 28 de outubro;
  • NIS final 9: 29 de outubro;
  • NIS final 0: 30 de outubro.

Famílias que vivem em municípios com calendário unificado por situação de emergência ou calamidade pública podem receber no primeiro dia do cronograma, independentemente do final do NIS.

Quem tem direito ao Bolsa Família?

O programa atende famílias inscritas no Cadastro Único (CadÚnico) cuja renda mensal por pessoa seja de até R$ 218, desde que cumpram os critérios de elegibilidade. A inscrição no cadastro, por si só, não garante a concessão automática do benefício.

As famílias também precisam cumprir compromissos nas áreas de saúde e educação, como acompanhamento pré-natal, vacinação e frequência escolar das crianças e adolescentes, conforme as regras do programa.

Os novos valores são aplicados automaticamente na folha de pagamento de outubro. Portanto, quem já recebe o benefício não precisa fazer uma solicitação específica para ter acesso ao reajuste.

O dinheiro pode ser movimentado pelo aplicativo Caixa Tem ou sacado nos canais autorizados pela Caixa Econômica Federal.

Fonte: Governo Federal