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SAÚDE MENTAL

Saúde mental após perda gestacional exige atenção especializada

Campanha Setembro Amarelo destaca importância do cuidado psicológico para mulheres que enfrentam esse tipo de perda.

Teresinha Ferreira

05 de setembro de 2026 às 09:32 ▪ Atualizado há 4 horas

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  • A perda gestacional precoce causa impacto significativo na saúde mental das mulheres.
  • Kalyane Ribeiro, após enfrentar essa experiência em Manaus, destaca a importância do suporte psicológico.
  • A Febrasgo alerta sobre a negligência do apoio psicológico nesse contexto, especialmente durante o Setembro Amarelo.
  • Obstetras apontam que entre 15% a 20% das gestações terminam prematuramente, aumentando a necessidade de suporte.
  • Alterações hormonais após a perda podem agravar o sofrimento emocional.
  • Kalyane criou um espaço online para mulheres compartilharem suas experiências e escreveu o livro "Ainda me Sinto Mãe".
  • Buscar ajuda em casos de pensamentos autodestrutivos é crucial, com suporte de instituições como o CVV.

Agência Brasil Saúde mental
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A perda gestacional precoce é uma realidade dolorosa enfrentada por muitas mulheres e requer atenção especial à saúde mental. Kalyane Ribeiro, que cresceu em Manaus, vivenciou essa difícil experiência aos 32 anos, após um ano e meio tentando engravidar.

Segundo a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), o suporte psicológico é frequentemente negligenciado, o que pode agravar o sofrimento. Neste Setembro Amarelo, campanha voltada para a conscientização sobre a prevenção ao suicídio, a Febrasgo ressalta a importância desse cuidado.

O obstetra Romulo Negrini destaca que a perda gestacional pode provocar sintomas como tristeza profunda e ansiedade, sem necessariamente evoluir para uma doença psiquiátrica. Já o obstetra Eduardo Felix Martins Santana aponta que entre 15% a 20% das gestações não avançam, reforçando a necessidade de apoio psicológico e a importância de não se enfrentar o luto sozinho.

A psiquiatra Andréa Cristina Galastri explica que as alterações hormonais após a perda também podem intensificar o sofrimento emocional. Se os sintomas persistirem, é essencial buscar tratamento profissional.

Kalyane, agora com 34 anos, encontrou suporte tanto em profissionais quanto em comunidades online. Ela criou um espaço nas redes sociais onde mulheres podem compartilhar suas experiências e criou o livro Ainda me Sinto Mãe, que aborda essas vivências.

Para qualquer pessoa que enfrente pensamentos autodestrutivos, é essencial buscar ajuda de familiares, amigos e serviços de saúde como o Centro de Valorização da Vida (CVV), que oferece apoio emocional gratuito 24 horas por dia.

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Fonte: Agência Brasil