Saúde

CRISE CLIMÁTICA

Mudanças climáticas são crise de saúde pública, alerta Padilha

Ministro destaca urgência em adaptar sistemas de saúde às mudanças climáticas.

Teresinha Ferreira

16 de setembro de 2026 às 16:44 ▪ Atualizado há 2 horas

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  • Alexandre Padilha, Ministro da Saúde, destacou as mudanças climáticas como uma crise de saúde pública.
  • Ele ressaltou a necessidade de adaptar sistemas de saúde para enfrentar os desafios climáticos.
  • A OMS estima que 1 em cada 4 mortes globalmente está ligada a essas mudanças.
  • O Reino Unido já detecta o mosquito Aedes aegypti, que tradicionalmente se encontrava em regiões tropicais.
  • O aumento da temperatura pode expandir a presença do mosquito da dengue para o sul do Brasil.
  • Mudanças climáticas também aumentam doenças crônicas, como cardiovasculares.
  • O Brasil está mais preparado para eventos climáticos severos, mas a vigilância é crucial.
  • Efeitos do El Niño, possivelmente histórico, devem começar ainda este mês e durar até 2027.

Agência Brasil Mudanças climáticas
Mudanças climáticas

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou nesta quarta-feira (16) que as mudanças climáticas representam uma crise de saúde pública no Brasil e no mundo. Durante uma coletiva de imprensa, ele ressaltou a urgência em adaptar os sistemas de saúde para enfrentar essa questão.

Segundo Padilha, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que uma em cada quatro mortes globalmente está ligada de alguma forma às mudanças climáticas. O ministro citou como exemplo o Reino Unido, que já registra a presença do mosquito Aedes aegypti, até então comum em países tropicais como o Brasil.

Padilha alertou para o aumento da temperatura média, que pode facilitar a expansão do mosquito transmissor da dengue na região Sul do país. Ele mencionou que esse crescimento abrange estados como o Rio Grande do Sul, tradicionalmente com poucos casos da doença, além de contribuir para o aumento de doenças crônicas, como as cardiovasculares, devido às ondas de calor extremo.

Quando questionado sobre a preparação do Ministério da Saúde para eventos climáticos severos, como as inundações em Porto Alegre em 2024, Padilha afirmou que o país está melhor preparado agora. No entanto, ele destacou:

“Mas todo cuidado é pouco”, avaliou.

Padilha enfatizou a importância da manutenção de vigilância em todas as regiões do Brasil. Dados do ministério indicam que os efeitos do El Niño, esperados para serem mais intensos em 2026, devem começar a ser sentidos ainda este mês.

Nilton Pereira, secretário-executivo adjunto do ministério, alertou que podemos enfrentar um El Niño muito forte, possivelmente o mais intenso da história, com efeitos previstos até março de 2027.

Fonte: Agência Brasil