Política

COMBATE À DESINFORMAÇÃO

Nunes Marques diz que desacreditar urnas é “desconvidar” eleitor para votar

Presidente do TSE afirmou que sistema de votação brasileiro tem mecanismos de fiscalização e auditoria e destacou combate à desinformação nas eleições

Da Redação

09 de agosto de 2026 às 16:05 ▪ Atualizado há 3 horas

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  • O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, defendeu a credibilidade das urnas eletrônicas e do sistema de votação brasileiro.
  • Destacou que questionar a segurança do processo eleitoral pode desmotivar eleitores a participarem das eleições.
  • A declaração ocorreu na Corrida pela Democracia, em Brasília, durante a primeira Semana Nacional do Sistema Eletrônico de Votação.
  • Nunes Marques ressaltou o aperfeiçoamento tecnológico e os mecanismos de fiscalização que consolidaram a credibilidade do sistema ao longo de três décadas.
  • O TSE trabalha para fortalecer a segurança cibernética e aumentar o acesso à informação sobre as urnas.
  • O ministro comentou sobre os desafios dos deepfakes e da desinformação, afirmando que o TSE está colaborando com plataformas digitais para combater esses problemas.
  • Foi anunciada a criação de um Conselho Consultivo sobre Integridade Informacional para as Eleições 2026.
  • O conselho será multidisciplinar e assessorar o TSE em ações para proteger a legitimidade do processo eleitoral.

TSE Presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques
Presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, voltou a defender a credibilidade das urnas eletrônicas e do sistema de votação brasileiro. Segundo ele, questionar a segurança do processo eleitoral pode afastar os eleitores da participação nas eleições. A declaração foi dada neste domingo (9), durante a Corrida pela Democracia, realizada no Autódromo Internacional Nelson Piquet, em Brasília.

 O evento marcou o encerramento da primeira Semana Nacional do Sistema Eletrônico de Votação. Durante o discurso de abertura, Nunes Marques afirmou que o sistema brasileiro de votação consolidou sua credibilidade ao longo de três décadas por meio do aperfeiçoamento tecnológico e da adoção de mecanismos de fiscalização e auditoria.

“Desacreditar no sistema de votação é desconvidar o eleitor a participar da maior festa da democracia do Brasil”, afirmou Nunes Marques.

Questionado sobre a atuação do TSE diante de conteúdos que colocam em dúvida o sistema eletrônico de votação, Nunes Marques afirmou que a Corte trabalha para fortalecer a segurança cibernética e o próprio sistema eleitoral, além de ampliar o acesso da população a informações sobre o funcionamento das urnas.

“Nosso sistema de votação e tentar levar essa informação a toda sociedade brasileira”, acrescentou o presidente do TSE.

Deepfakes e inteligência artificial

Nunes Marques também falou sobre os desafios relacionados ao uso de inteligência artificial durante as eleições, especialmente a criação de conteúdos falsos, como os chamados deepfakes, que podem fazer parecer que um candidato disse ou fez algo que não ocorreu.

Segundo o ministro, o TSE vem dialogando com plataformas digitais para estabelecer mecanismos de enfrentamento à desinformação durante o período eleitoral.

“Todas elas concordaram com nosso plano. Já está assinado e colocaram ferramentas à disposição para minimizar esse tipo de incidente, esse tipo de desinformação”, declarou.

O presidente do TSE também destacou a criação de um Conselho Consultivo sobre Integridade Informacional nas Eleições 2026. O órgão terá caráter multidisciplinar e consultivo e deverá assessorar a Presidência do tribunal em ações destinadas a proteger a legitimidade e a normalidade do processo eleitoral.

O conselho deverá reunir especialistas de áreas como tecnologia e inteligência artificial, segurança pública, comunicação social, administração pública, saúde pública, direito eleitoral e constitucional, relações internacionais, academia e sociedade civil.

A iniciativa faz parte das medidas do TSE voltadas ao enfrentamento dos desafios relacionados à desinformação e às novas tecnologias no contexto das Eleições Gerais de 2026.