PACTO CONTRA FEMINICÍDIO
Natalia Costa
30 de julho de 2026 às 16:49 ▪ Atualizado há 1 semana
A primeira-dama Janja da Silva afirmou, nesta quinta-feira (30), em Teresina, que o Piauí é exemplo para o Brasil na redução dos casos de feminicídio. Durante a cerimônia de adesão ao Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio, ela destacou a queda de 60% no número de assassinatos de mulheres no estado no primeiro semestre de 2026, em comparação com o mesmo período do ano passado, e defendeu a integração entre os poderes para fortalecer a proteção às vítimas de violência.
Em um discurso de cerca de 20 minutos, a primeira-dama iniciou a fala lembrando mulheres vítimas de feminicídio no Piauí, entre elas Francisca, Larissa Cordeiro Pereira e Patrícia Maria da Silva. Segundo a primeira-dama, citar os nomes das vítimas é uma forma de preservar suas histórias e evitar que elas sejam reduzidas a estatísticas.
A primeira-dama elogiou o trabalho desenvolvido no estado e afirmou que as políticas públicas implementadas podem servir de referência nacional.

A primeira-dama ressaltou que o enfrentamento ao feminicídio depende da atuação conjunta dos governos, do Poder Judiciário, do Ministério Público, da Defensoria Pública e das forças de segurança. Ela destacou ainda a redução no tempo de análise das medidas protetivas de urgência, que, segundo ela, passaram de cerca de 16 dias para, no máximo, três dias, sendo que, na maioria dos casos, são concedidas no mesmo dia.
Apesar dos avanços, Janja afirmou que nenhuma estatística pode ser considerada satisfatória enquanto mulheres continuarem sendo assassinadas.
Durante o pronunciamento, a primeira-dama também defendeu mudanças culturais para combater a violência de gênero e destacou a importância da educação desde a infância.

Ao final do discurso, a primeira-dama reforçou que o combate ao feminicídio não deve ser tratado como uma pauta ideológica, mas como um compromisso coletivo em defesa da vida das mulheres.
O que prevê o pacto
O Pacto Brasil contra o Feminicídio, que tem como lema "Todos juntos por todas", busca integrar instituições públicas e a sociedade em uma política permanente de prevenção e enfrentamento à violência contra as mulheres.
Entre as principais ações previstas estão:
Segundo o Governo Federal, o tempo médio para análise das medidas protetivas caiu de 16 para três dias após a mobilização nacional. Além disso, operações de combate à violência contra as mulheres resultaram em mais de 6,3 mil prisões em todo o país.
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