DERROTA ELEITORAL
Natalia Costa
06 de outubro de 2026 às 10:30 ▪ Atualizado há 32 minutos
A deputada estadual Gracinha Mão Santa (MDB) sofreu uma das principais derrotas das eleições de 2026 no Piauí e não conseguiu renovar o mandato na Assembleia Legislativa do Estado (Alepi). Ela recebeu 13.659 votos e terminou como sexta suplente do MDB, ficando fora das 30 cadeiras disponíveis para o Legislativo estadual.
O resultado representa uma queda expressiva em relação à eleição de 2022. Naquele ano, Gracinha foi eleita deputada estadual pelo Progressistas com 39.515 votos, ficando entre os mais votados da disputa. Em 2026, a votação caiu para pouco mais de 13 mil votos, uma redução de aproximadamente 65,4% em quatro anos.
A derrota ocorre após uma mudança significativa na trajetória política da deputada. Em 2022, Gracinha integrava a oposição ao grupo do PT e mantinha uma postura de confronto com o governo estadual. A partir de 2025, porém, passou a integrar a base do governador Rafael Fonteles (PT) e, em março de 2026, deixou o Progressistas para se filiar ao MDB.
Mudança de lado marcou reta final da campanha
Na reta final das eleições, a aproximação da família Mão Santa com Rafael Fonteles ficou ainda mais evidente. Em 19 de setembro, a poucos dias da votação, o ex-governador e ex-prefeito de Parnaíba Mão Santa recebeu Rafael Fonteles na residência da família e declarou apoio ao projeto de reeleição do governador. Gracinha também participou do encontro, que oficializou a aliança política.
A movimentação chamou atenção pelo histórico político de Mão Santa, que durante anos foi um dos principais nomes de oposição ao PT no Piauí. A aproximação colocou no mesmo grupo político personagens que estiveram em lados opostos durante boa parte da trajetória política recente do estado.
A aliança com Rafael também ocorreu em meio ao rompimento político da família Mão Santa com o atual prefeito de Parnaíba, Francisco Emanuel (PP). Gracinha havia participado ativamente da campanha que levou Francisco Emanuel à Prefeitura em 2024, mas posteriormente rompeu com o gestor e passou a fazer críticas à administração municipal.
Com a derrota nas urnas, Gracinha deixa de ter uma cadeira na Alepi a partir de 2027. O resultado também reduz a representação institucional direta da família Mão Santa na política estadual, depois de anos de presença no cenário político piauiense.
Em 2026, Gracinha ficou em 47º lugar na votação geral para deputado estadual, com 13.659 votos, enquanto a composição proporcional definiu sua condição de suplente pelo MDB.
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