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Governo federal instala comitê para monitorar ações para trabalhadores por aplicativos

Colegiado reúne oito ministérios e terá como foco a formulação e o acompanhamento de políticas voltadas à categoria

Da Redação

20 de agosto de 2026 às 13:35 ▪ Atualizado há 1 dia

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  • O governo federal criou o Comitê Interministerial de Monitoramento das Ações para Trabalhadores por Aplicativos.
  • A instalação ocorreu no Palácio do Planalto e o comitê foi estabelecido pela Portaria Interministerial nº 216.
  • Objetivo: Propor políticas públicas e acompanhar a situação de trabalhadores por aplicativos, focando em direitos, remuneração e condições de trabalho.
  • Representação de oito órgãos: Inclui Ministério do Trabalho e Emprego, Secretaria-Geral da Presidência, entre outros.
  • Coordenação: Ministério do Trabalho e Secretaria-Geral da Presidência.
  • Inclusão de trabalhadores: Organizações de trabalhadores por aplicativos poderão participar, além de outros setores como sociedade civil e entidades privadas.
  • Subcomitês temporários: Podem ser criados para temas específicos, com duração de até 90 dias.
  • Foco em direitos básicos e remuneração justa.
  • Estudos e diagnósticos sobre a realidade dos trabalhadores serão elaborados.
  • Relatórios de atividades anuais serão apresentados pelos ministérios.

Reprodução Governo federal instala comitê para monitorar ações para trabalhadores por aplicativos
Governo federal instala comitê para monitorar ações para trabalhadores por aplicativos

O governo federal instalou nesta quinta-feira (20) o Comitê Interministerial de Monitoramento das Ações para Trabalhadores por Aplicativos, criado para acompanhar, integrar e propor políticas públicas voltadas à categoria. A instalação ocorreu no Palácio do Planalto.

O colegiado foi criado em julho por meio da Portaria Interministerial nº 216, assinada pelos ministros da Secretaria-Geral da Presidência da República, do Trabalho e Emprego, da Previdência Social, da Saúde, da Justiça e Segurança Pública e do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte.

A iniciativa busca fortalecer a articulação do governo federal em relação às demandas dos trabalhadores que atuam por meio de aplicativos, além de acompanhar ações relacionadas a direitos, remuneração e condições de trabalho.

Comitê reúne oito órgãos

O novo comitê terá representantes de oito órgãos do governo federal. São eles:

  • Secretaria-Geral da Presidência da República;
  • Ministério do Trabalho e Emprego;
  • Ministério da Previdência Social;
  • Ministério da Saúde;
  • Ministério da Justiça e Segurança Pública;
  • Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços;
  • Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte;
  • Ministério das Cidades.

A coordenação será feita conjuntamente pelo Ministério do Trabalho e Emprego e pela Secretaria-Geral da Presidência da República. A Secretaria-Executiva do colegiado ficará sob responsabilidade da Secretaria-Geral da Presidência.

Trabalhadores poderão participar das discussões

As organizações que representam os trabalhadores por aplicativos poderão ser convidadas a participar das atividades do comitê. O colegiado também poderá contar com representantes de estados e municípios, sociedade civil, universidades, pesquisadores, entidades sindicais, parlamentares e entidades privadas.

A participação desses diferentes setores tem como objetivo ampliar o debate sobre as condições de trabalho e incorporar demandas da categoria na elaboração das políticas públicas.

O comitê poderá ainda criar até três subcolegiados simultaneamente, com duração de até 90 dias, para tratar de temas específicos relacionados aos trabalhadores por aplicativos.

Direitos e remuneração estão entre as prioridades

Entre as atribuições do colegiado está a promoção do reconhecimento da necessidade de garantia de direitos básicos e remuneração justa para os trabalhadores por aplicativos.

O comitê também deverá assegurar que as políticas públicas considerem as demandas apresentadas pelas entidades representativas da categoria. A portaria determina ainda que sejam observadas necessidades específicas das trabalhadoras.

Outra atribuição será elaborar estudos e diagnósticos sobre a realidade dos trabalhadores por aplicativos e identificar recursos necessários para ações de custeio e investimento.

As ações deverão ser articuladas em um plano de ações integradas, com ocorrência bienal.

O comitê também terá a responsabilidade de apresentar anualmente um relatório de atividades aos ministérios responsáveis pela criação do colegiado.


Fonte: Governo Federal