Política

DISPUTA ELEITORAL

"Com Flávio, o crime organizado tomará conta do Brasil", diz Lula em vídeo

Presidente afirmou que senador precisa apoiar proposta em tramitação no Senado e citou atuação de Flávio na defesa de policial acusado pela morte de uma criança

Por Redação

08 de outubro de 2026 às 12:10 ▪ Atualizado há 4 horas

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  • Lula acusou Flávio Bolsonaro de integrar o crime organizado.
  • A declaração foi feita em um vídeo nas redes sociais.
  • Lula cobrou apoio de Flávio à PEC da Segurança Pública no Senado.
  • A PEC visa integrar órgãos de segurança e combater o crime organizado.
  • A proposta foi aprovada na Câmara e está no Senado.
  • Lula criticou Flávio por defender um policial acusado de matar uma criança.
  • Flávio integrou a defesa do policial Bruno Dias Delaroli.
  • A menina Ana Clara Machado foi morta em 2021.
  • Flávio tentou impedir que o policial fosse a julgamento, mas o recurso foi negado.
  • A PEC prevê novas regras para atuação dos órgãos de segurança e combate ao crime.

(Ricardo Stuckert/PR/Carlos Moura/Agência Senado/Divulgação) Lula e Flávio
Lula e Flávio

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta quinta-feira (8), que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República, integra o crime organizado. A declaração foi feita em um vídeo publicado nas redes sociais, no qual Lula também cobrou que o parlamentar e sua bancada apoiem a PEC da Segurança Pública no Senado.

Na gravação, o presidente destacou medidas adotadas pelo governo federal na área de segurança e defendeu a aprovação da proposta, que trata da integração dos órgãos de segurança e do fortalecimento das ações de combate ao crime organizado. A PEC 18/2025 foi aprovada pela Câmara dos Deputados em março deste ano e agora tramita no Senado Federal.

“Para garantir ao trabalhador proteção e para o bandido a prisão, eu mandei uma emenda constitucional para a Câmara dos Deputados para definir o papel do governo federal na segurança pública, fortalecendo o Sistema Único de Segurança Pública. Já foi aprovado na Câmara e está no Senado desde março deste ano. Eu espero que a bancada do Flávio Bolsonaro vote, para que a gente possa de uma vez por todas combater o crime organizado. Por que ele não quer votar? Porque ele faz parte desse crime organizado”, declarou Lula no vídeo divulgado.

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Lula cita atuação de Flávio na defesa de policial

Na sequência, o presidente relacionou a acusação à atuação profissional de Flávio Bolsonaro na defesa de um policial militar acusado pela morte de uma menina de cinco anos no Rio de Janeiro.

“Ele acaba de defender um policial criminoso que matou uma criança de cinco anos de idade com um tiro de fuzil. Como ele vai poder aprovar uma lei para permitir que o Estado combata o crime? Ele não queria que o governo federal apurasse o crime da Marielle, e nós que descobrimos quem matou a Marielle. Portanto, aprove! Aprove a PEC da Segurança Pública que nós vamos ensinar como se acaba com a criminalidade desse país”, completou o presidente.

Flávio Bolsonaro integrou a equipe de defesa do policial militar Bruno Dias Delaroli, acusado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) de matar Ana Clara Machado, de cinco anos. A menina foi atingida por um disparo de fuzil em 2 de fevereiro de 2021, na comunidade Monan Pequeno, em Niterói.

Em 2024, Flávio assinou um recurso apresentado ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) contra a decisão da Justiça do Rio que determinou que o policial fosse submetido a júri popular. Segundo informações sobre o processo, o recurso foi negado e a decisão que leva o acusado ao Tribunal do Júri foi mantida.

PEC da Segurança Pública

A PEC 18/2025, conhecida como PEC da Segurança Pública, foi encaminhada pelo governo federal ao Congresso Nacional em 2025 e aprovada pela Câmara em março de 2026. A proposta estabelece novas regras para integração e atuação dos órgãos de segurança, além de mecanismos de financiamento para o setor.

O texto aprovado pelos deputados prevê, entre outros pontos, mudanças nas competências dos órgãos de segurança pública, integração de informações e medidas voltadas ao enfrentamento do crime organizado. A proposta ainda precisa ser analisada em dois turnos pelo Senado.

A cobrança de Lula ocorre durante a campanha para o segundo turno da eleição presidencial, em que o presidente disputa contra Flávio Bolsonaro.

Fonte: Brasil 247