ASSASSINATOS EM SÉRIE
Da Redação
07 de outubro de 2026 às 08:55 ▪ Atualizado há 47 minutos
A Polícia Civil de São Paulo investiga cinco casos de pessoas encontradas mortas dentro de sacos plásticos ou materiais semelhantes registrados na capital paulista. Os episódios chamaram a atenção pela forma como os corpos foram localizados, mas, até o momento, as autoridades não apontam uma relação entre os crimes.
As informações foram divulgadas pela CNN Brasil, que consultou a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) sobre os casos.
De acordo com a secretaria, as ocorrências apresentam circunstâncias diferentes, e as investigações são conduzidas separadamente pelas equipes responsáveis por cada região. A possibilidade de uma conexão entre os homicídios é apurada, mas ainda não há elementos que permitam afirmar que os crimes tenham sido cometidos pelo mesmo autor ou grupo.
O uso de sacos plásticos para ocultar ou transportar corpos, segundo as informações divulgadas, também não é considerado suficiente para estabelecer uma ligação entre os casos.
Histórico de casos
O primeiro caso ocorreu em 5 de setembro, quando garis encontraram um corpo dentro de um saco plástico preto na Rua Contos Gauchescos, no Jabaquara, zona sul da capital. O cadáver estava amarrado e a identidade da vítima não havia sido confirmada, segundo o Metrópoles. O caso é investigado pelo 16º Distrito Policial (Vila Clementino).
Cinco dias depois, em 10 de setembro, dois corpos foram encontrados em um intervalo de menos de 24 horas e a menos de três quilômetros de distância um do outro, na zona leste. Um deles estava em um terreno baldio na Rua Zenichi Sato, no bairro Colônia. O corpo estava amarrado, coberto por um cobertor e com a cabeça envolvida por sacos plásticos. A chuva dificultou a identificação e a análise de possíveis ferimentos.
O outro cadáver foi localizado na Rua Osmano Ungaretti, na Vila Chuca. A vítima era uma mulher e estava enrolada em um cobertor e dentro de um saco plástico. Também foram identificados ferimentos provocados por arma de fogo. Os dois casos foram registrados no 53º DP (Parque do Carmo).
A quarta vítima foi encontrada em 19 de setembro, no Jaçanã, zona norte. O corpo, identificado posteriormente como Murilo Sanches dos Santos, estava esquartejado e dividido em sacolas plásticas. Moradores localizaram as partes e acionaram a polícia. O caso é investigado pelo 73º Distrito Policial.
O quinto corpo foi localizado em 2 de outubro, no Parque Ecológico do Tietê, na zona leste. A vítima, ainda não identificada, era um homem e estava dentro de um saco plástico, com braços e pernas amarrados com fita adesiva. O cadáver foi encontrado na ciclovia da Via Parque, próximo ao CT Joaquim Grava.
Polícia apura circunstâncias das mortes
Os investigadores trabalham para esclarecer a identidade das vítimas, as causas das mortes e as circunstâncias em que os corpos foram abandonados. Exames periciais e outras diligências devem ajudar a determinar a dinâmica de cada ocorrência.
A investigação também busca identificar os responsáveis pelos homicídios e verificar se houve participação de outras pessoas.
Até o momento, não há confirmação oficial de que os cinco casos façam parte de uma mesma sequência de crimes. A SSP-SP informou à CNN Brasil que as ocorrências possuem particularidades próprias e seguem sob investigação da Polícia Civil.
Fonte: CCN e Correio 24 Horas
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