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Projeto busca economia verde no Nordeste para enfrentar desafios

Iniciativa visa identificar oportunidades sustentáveis e capacitar profissionais na região.

Da Redação

16 de agosto de 2026 às 11:14 ▪ Atualizado há 19 horas

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  • O projeto Futuros Verdes no Nordeste visa alavancar uma economia de baixo carbono nos nove estados do Nordeste.
  • Liderado pelo Instituto Clima e Sociedade (iCS) e CESAR, o projeto envolve mapeamento de oportunidades econômicas e produtivas.
  • A iniciativa pretende estabelecer diretrizes estratégicas que respeitem a diversidade dos territórios.
  • Busca-se também identificar necessidades de formação profissional relacionadas à economia verde.
  • O Nordeste enfrenta desafios como desertificação e desmatamento, mas tem grande potencial energético, especialmente em energia eólica.
  • A transformação do potencial em desenvolvimento concreto depende de infraestrutura e regulação adequadas.
  • A adaptação da formação profissional às novas demandas do mercado é essencial, segundo Nicolis Amaral do iCS.
  • As rápidas mudanças ambientais exigem ações para impedir degradação e aproveitar oportunidades.

Agência Brasil Projeto busca economia verde no Nordeste para enfrentar desafios

O projeto Futuros Verdes no Nordeste começou a mapear oportunidades econômicas e produtivas nos nove estados da região, com o objetivo de alavancar uma economia de baixo carbono. O Instituto Clima e Sociedade (iCS) e o Centro de Estudos e Sistemas Avançados de Recife (CESAR) lideram a iniciativa.

A proposta é ouvir especialistas e representantes do setor produtivo para criar diretrizes estratégicas que respeitem a diversidade dos territórios nordestinos. Além disso, o mapeamento busca identificar as necessidades de formação profissional diante das mudanças climáticas e dos novos modelos produtivos.

Segundo Diogo Araújo, biólogo e analista do CESAR, a transição para uma economia de baixo carbono demanda planejamento: “As oportunidades não se distribuem automaticamente... é por isso que o Futuros Verdes no Nordeste nasce.”

A região enfrenta desafios como a desertificação da caatinga, destacada pelo IPCC, e o desmatamento intensivo nos estados do Maranhão, Piauí e Bahia. No entanto, o potencial energético também é significativo, com 92% de toda a energia eólica do país proveniente do Nordeste.

Mário Cardoso, da Confederação Nacional da Indústria, ressalta a necessidade de transformar potencialidades em desenvolvimento efetivo. Ele enfatiza a importância de infraestrutura e regulação adequadas: “Potencial, por si só, não gera desenvolvimento.”

Nicolis Amaral, do iCS, sugere a adaptação da formação profissional às demandas da economia verde. “As profissões começam a se transformar por demanda”, diz, exemplificando pela sua própria experiência de transição na carreira.

Além disso, Cardoso alerta para a rapidez das mudanças e a necessidade de impedir a degradação ambiental, que pode comprometer oportunidades antes de se desenvolverem em cadeias produtivas.

Fonte: Agência Brasil