Economia

RENEGOCIAÇÃO

Governo lançará leilões para compra de dívidas inadimplidas

União comprará dívidas de até R$ 10 mil e repassará descontos aos devedores

Teresinha Ferreira

27 de setembro de 2026 às 00:02 ▪ Atualizado há 11 horas

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  • A União lançará a terceira fase do programa Desenrola, denominada Desenrola 3.0, em 25 de setembro de 2026.
  • Nesta fase, o governo comprará carteiras de dívidas inadimplidas em leilões, repassando o desconto aos devedores.
  • O foco será em dívidas de até R$ 10 mil, com atraso entre 720 e 1.645 dias.
  • O programa pode incluir até R$ 150 bilhões em dívidas, beneficiando cerca de 15 milhões de pessoas.
  • Credores apresentariam ofertas de desconto, classificadas pelo maior deságio, mínimo de 90%.
  • O consumidor poderá pagar à vista ou parcelar o valor descontado.
  • Critérios adicionais podem incluir a renda dos devedores.
  • O governo estima um custo de até R$ 15 bilhões, previsto nos orçamentos de 2027 e 2028.
  • O processo deverá ser concluído até fevereiro de 2027.
  • O Brasil tinha R$ 592 bilhões em dívidas inadimplidas em agosto de 2026, com 83,9 milhões de pessoas negativadas.
  • As fases anteriores do Desenrola alcançaram cerca de 25 milhões de pessoas.

Agência Brasil Compra de dívidas inadimplidas
Compra de dívidas inadimplidas

A União implementará a terceira fase do programa de renegociação de dívidas, chamada Desenrola 3.0, por meio de uma medida provisória criada em 25 de setembro de 2026. Nesta nova etapa, a União comprará carteiras de dívidas inadimplidas em leilões e repassará integralmente o desconto obtido aos devedores. Diferentemente das fases anteriores, onde as negociações aconteciam diretamente entre credores e devedores, agora o governo federal atuará diretamente na operação.

O programa focará em dívidas bancárias e não bancárias de até R$ 10 mil. Para serem elegíveis, as dívidas devem estar em atraso por um período entre 720 e 1.645 dias a partir de 25 de setembro de 2026. As expectativas do governo são de incluir até R$ 150 bilhões em dívidas, beneficiando cerca de 15 milhões de pessoas.

O processo será realizado em leilões nos quais os credores apresentarão propostas de desconto. As ofertas serão classificadas pelo maior deságio, com um mínimo de 90%, e o desconto obtido será repassado ao consumidor, que poderá quitar o valor à vista ou parcelá-lo.

Os critérios específicos para participação incluem a abrangência das dívidas entre 720 e 1.645 dias de inadimplência, e podem ser estipulados critérios adicionais de renda. O Ministério da Fazenda poderá, ainda, priorizar dívidas de acordo com sua natureza, separando-as entre bancárias e não bancárias.

O governo estima que a compra das carteiras de dívidas terá um custo máximo de R$ 15 bilhões, com recursos previstos para os Projetos de Lei Orçamentária Anual (PLOAs) de 2027 e 2028. O processo de compra e repasse das dívidas deve ocorrer até fevereiro de 2027, quando iniciará a quitação das mesmas.

De acordo com o Tesouro Nacional, em agosto de 2026, o Brasil registrava R$ 592 bilhões em dívidas inadimplidas, com 83,9 milhões de pessoas negativadas. Antes do Desenrola 3.0, cerca de 25 milhões de pessoas foram alcançadas pelas duas primeiras etapas do programa.

Fonte: Agência Brasil