Economia

CORTES SOCIAIS

Economistas alertam que cortes podem comprometer área social

Corte planejado de R$ 200 bilhões afetaria programas sociais, afirmam especialistas

Teresinha Ferreira

14 de outubro de 2026 às 16:20 ▪ Atualizado há 1 hora

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  • Corte de R$ 200 bilhões em gastos públicos comprometeria áreas sociais, pensões e salário mínimo.
  • A maioria dos gastos federais é obrigatória, como Previdência e assistência social.
  • Despesas discricionárias limitadas afetariam investimentos, universidades e hospitais.
  • Cortes podem impactar renda, emprego e arrecadação para educação e saúde.
  • Flávio Bolsonaro apoia corte inspirado na Argentina, mas sem afetar programas sociais.
  • Equipe de Lula propõe ajuste gradual em quatro anos.
  • Ministro Bruno Moretti fala da necessidade de desacelerar despesas para superávit de 1,5% do PIB até 2030.
  • Dívida pública é pressionada mais por juros altos do que por gastos sociais.

Agência Brasil Cortes podem impactar a área social
Cortes podem impactar a área social

Economistas alertam que um corte de gastos públicos no Brasil, próximo a R$ 200 bilhões, comprometeria áreas sociais e benefícios, como pensões e o salário mínimo.

De acordo com o professor Pedro Paulo Zahluth Bastos, do Instituto de Economia da Unicamp, a maioria do gasto federal é obrigatória, incluindo Previdência e assistência social. Bastos ressalta que as despesas discricionárias são limitadas e um corte dessa magnitude comprometeria áreas como investimentos e custeio de universidades e hospitais.

Maria Lourdes Mollo, professora de economia na UnB, também destaca que os cortes afetariam a economia como um todo, pois reduziriam a renda e o emprego. Segundo ela, a arrecadação para áreas essenciais, como educação e saúde, também seria impactada.

O candidato Flávio Bolsonaro defende um "tesouraço" inspirado no ajuste do governo de Javier Milei na Argentina, mas afirma que não cortará programas sociais. Já a equipe do presidente Lula sugere um ajuste gradual ao longo de quatro anos.

O ministro do planejamento, Bruno Moretti, em entrevista à Folha de São Paulo, reforçou a necessidade de desacelerar despesas obrigatórias para equilibrar as contas públicas, buscando um superávit de 1,5% do PIB até 2030.

Especialistas alertam que a dívida pública é mais pressionada pelos juros altos no país, com taxas que atingem cerca de R$ 1 trilhão ao ano, do que pelos gastos sociais.

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Fonte: Agência Brasil