CORTES SOCIAIS
Teresinha Ferreira
14 de outubro de 2026 às 16:20 ▪ Atualizado há 1 hora
Economistas alertam que um corte de gastos públicos no Brasil, próximo a R$ 200 bilhões, comprometeria áreas sociais e benefícios, como pensões e o salário mínimo.
De acordo com o professor Pedro Paulo Zahluth Bastos, do Instituto de Economia da Unicamp, a maioria do gasto federal é obrigatória, incluindo Previdência e assistência social. Bastos ressalta que as despesas discricionárias são limitadas e um corte dessa magnitude comprometeria áreas como investimentos e custeio de universidades e hospitais.
Maria Lourdes Mollo, professora de economia na UnB, também destaca que os cortes afetariam a economia como um todo, pois reduziriam a renda e o emprego. Segundo ela, a arrecadação para áreas essenciais, como educação e saúde, também seria impactada.
O candidato Flávio Bolsonaro defende um "tesouraço" inspirado no ajuste do governo de Javier Milei na Argentina, mas afirma que não cortará programas sociais. Já a equipe do presidente Lula sugere um ajuste gradual ao longo de quatro anos.
O ministro do planejamento, Bruno Moretti, em entrevista à Folha de São Paulo, reforçou a necessidade de desacelerar despesas obrigatórias para equilibrar as contas públicas, buscando um superávit de 1,5% do PIB até 2030.
Especialistas alertam que a dívida pública é mais pressionada pelos juros altos no país, com taxas que atingem cerca de R$ 1 trilhão ao ano, do que pelos gastos sociais.
Fonte: Agência Brasil