SEGURANÇA DIGITAL
Por Natalia Costa
14 de outubro de 2026 às 11:33 ▪ Atualizado há 1 hora
O acesso de crianças e adolescentes a celulares, jogos on-line, redes sociais e plataformas de vídeos exige atenção das famílias aos riscos do ambiente digital. Exposição de informações pessoais, golpes virtuais, contato com desconhecidos e acesso a conteúdos inadequados estão entre os problemas que podem comprometer a segurança dos jovens na internet.
Para reduzir esses riscos, o coordenador do curso de Tecnologia da Informação (TI) da Estácio, Hériclys Borges, recomenda que os responsáveis acompanhem o uso da tecnologia desde os primeiros contatos das crianças com a rede. A orientação não deve se limitar à proibição, mas incluir ensinamentos sobre privacidade, identificação de ameaças e comportamento seguro.
Uma das medidas recomendadas é utilizar senhas longas e diferentes para cada serviço. Sempre que possível, um gerenciador de senhas pode ajudar a organizar essas credenciais. Também é importante ativar a autenticação em dois fatores nas plataformas que oferecem o recurso, acrescentando uma camada de proteção às contas.
Outro cuidado é evitar a divulgação de dados que possam identificar ou localizar a criança, como endereço residencial, nome da escola, localização e nome completo. Códigos recebidos por mensagens, senhas e informações financeiras também não devem ser compartilhados com terceiros.
Os responsáveis devem conhecer os aplicativos utilizados pelos filhos e verificar as opções de privacidade e segurança disponíveis em cada plataforma.
“A orientação e o acompanhamento dos responsáveis são fundamentais para que crianças e adolescentes entendam que, assim como no ambiente físico, também existem riscos no ambiente digital. O objetivo não deve ser apenas controlar o acesso, mas ensinar a identificar situações suspeitas e agir com segurança”, explica Hériclys.
Diálogo ajuda a identificar situações de risco
Além dos recursos tecnológicos, a comunicação entre responsáveis e filhos é fundamental para prevenir situações de perigo. Crianças e adolescentes precisam encontrar um ambiente acolhedor para relatar mensagens suspeitas, abordagens de desconhecidos ou qualquer interação virtual que provoque medo, constrangimento ou desconforto.
O acompanhamento também deve considerar a idade e o grau de autonomia de cada criança. Conversas sobre privacidade, respeito e responsabilidade nas redes sociais ajudam a desenvolver uma relação mais consciente com a tecnologia.
À medida que os jovens passam a utilizar novas plataformas, jogos e redes sociais, as orientações familiares precisam acompanhar essas mudanças. Controles parentais e configurações de segurança podem contribuir para reduzir a exposição a conteúdos e contatos inadequados, mas devem ser utilizados em conjunto com a educação digital.
“A educação digital precisa acompanhar o crescimento da criança. À medida que ela ganha autonomia e passa a utilizar redes sociais, jogos e novas plataformas, os responsáveis também precisam atualizar as orientações. Configurações de privacidade, autenticação em dois fatores e controles parentais ajudam, mas nenhuma ferramenta substitui o diálogo e a capacidade de reconhecer comportamentos suspeitos”, ressalta Hériclys.
A prevenção, portanto, envolve a combinação de medidas práticas de segurança com orientação contínua. Ao conhecer os ambientes virtuais frequentados pelos filhos e manter canais abertos de conversa, as famílias podem ajudá-los a reconhecer ameaças e a utilizar a internet de maneira mais segura.
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