Arte e Cultura

PATRIMÔNIO CULTURAL

Quilombo urbano Ferreira Diniz no Rio é tombado pelo Iphan

Comunidade na Glória abriga 14 famílias e resiste à especulação imobiliária.

Teresinha Ferreira

27 de setembro de 2026 às 11:43 ▪ Atualizado há 6 horas

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  • O Quilombo Urbano Ferreira Diniz, na zona sul do Rio de Janeiro, foi tombado pelo Iphan.
  • A comunidade, com 14 famílias, resiste à especulação imobiliária e é um marco cultural.
  • O tombamento inclui o quintal e os casarões na Rua Cândido Mendes.
  • A tradicional feijoada da Tia Cida é um ponto de encontro cultural e de resistência.
  • As famílias Ferreira e Diniz foram reconhecidas como quilombolas em 2023.
  • O tombamento visa proteger o quilombo de gentrificação e garantir a posse coletiva do imóvel.
  • O local serve como um espaço de atividades culturais, como capoeira e eventos religiosos.

Agência Brasil Quilombo urbano Ferreira Diniz
Quilombo urbano Ferreira Diniz

O Quilombo Urbano Ferreira Diniz, localizado na Glória, zona sul do Rio de Janeiro, foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). A comunidade, que conta com 14 famílias, é um símbolo de resistência em meio à especulação imobiliária.

Instalado em um terreno rico em vegetação, o local abriga referências culturais e funciona como um espaço comunitário. O tombamento abrange tanto o quintal quanto os casarões do terreno na Rua Cândido Mendes.

Um dos atrativos principais da comunidade é a tradicional feijoada da Tia Cida, servida no quintal e que atrai visitantes tanto pela culinária quanto pela história de resistência que representa. A figura de Maria Aparecida Ferreira, a Tia Cida, é central na preservação cultural do local.

A história das famílias Ferreira e Diniz remonta à década de 1950, tendo sido reconhecidas como quilombolas em 2023. O reconhecimento pelo Iphan busca proteger sua presença no bairro contra a gentrificação.

O tombamento reflete a importância histórica e social desse "espaço verde" dentro de uma área urbanizada, protegendo-o de intervenções indesejadas. A presidenta da Associação da Comunidade, Érida Ferreira, espera que a decisão contribua para garantir a posse coletiva do imóvel pelo Incra.

A feijoada não só sustenta a comunidade, mas também serve como polo de atividades culturais e sociais, como rodas de capoeira e festividades religiosas, fortalecendo os laços comunitários e promovendo a diversidade cultural.

Fonte: Agência Brasil