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TRE AGOSTO LILAS

TRE-PI ilumina sede de lilás e amplia orientação às mulheres

Adesivos nos banheiros femininos permitirão acesso discreto a orientações e canais de acolhimento; campanha também divulga os números 180 e 190

Teresinha Ferreira

08 de agosto de 2026 às 08:07 ▪ Atualizado há 2 semanas

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  • O TRE-PI aderiu à campanha Agosto Lilás para combater a violência doméstica contra mulheres.
  • Serão instalados adesivos com QR codes nos banheiros femininos, direcionando para o Programa Florescer.
  • O programa oferece informações e canais de ajuda para mulheres em situação de vulnerabilidade.
  • Cartazes educativos explicarão diferentes tipos de violência e canais de denúncia, como o 180 e a Ouvidoria da Mulher do TRE-PI.
  • A campanha coincide com o aniversário de 20 anos da Lei Maria da Penha.
  • A sede do TRE-PI terá iluminação lilás em apoio à campanha.
  • A "Manta Lilás" passará entre os gestores, que deixarão mensagens de apoio.
  • Informações sobre prevenção à violência foram distribuídas a todos no TRE-PI, promovendo a responsabilidade coletiva.

Divulgação Sede do Tribunal Regional Eleitoral do Piauí, em Teresina.
Sede do Tribunal Regional Eleitoral do Piauí, em Teresina.

O Tribunal Regional Eleitoral do Piauí (TRE-PI) aderiu à campanha Agosto Lilás e anunciou ações de prevenção e enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher. Entre as iniciativas está a instalação de adesivos com códigos QR nos banheiros femininos da instituição, permitindo acesso discreto a informações, orientações e canais de acolhimento.

Os códigos direcionam para conteúdos do Programa Florescer, iniciativa do TRE-PI destinada à prevenção, sensibilização, identificação e atuação diante de casos de violência doméstica e familiar. A estratégia busca facilitar o acesso de mulheres em situação de vulnerabilidade a informações sobre onde e como procurar ajuda. A campanha foi divulgada pelo Tribunal nessa sexta-feira (7), data em que a Lei Maria da Penha completou 20 anos. A legislação é considerada um dos principais instrumentos brasileiros de proteção às mulheres.

Cartazes ajudam a identificar diferentes violências

Além dos códigos QR, o TRE-PI instalará cartazes educativos nas portas dos banheiros. O material explica como identificar diferentes formas de violência, incluindo agressões psicológicas, sexuais, patrimoniais, morais e digitais, além de situações de perseguição.

Os cartazes também apresentam os principais canais para atendimento, orientação e denúncia:

  • 190: Polícia Militar, em situações de emergência;

  • 180: Central de Atendimento à Mulher;

  • Ouvidoria da Mulher do TRE-PI: acolhimento, escuta e orientação institucional.

A ouvidora da Mulher do Tribunal, juíza Keylla Ranyere Lopes Teixeira Procópio, destacou que nem sempre a própria vítima consegue reconhecer que está vivendo uma situação de violência.

“Às vezes, a mulher que está em situação de violência não observa que vive esse sofrimento. Então, um amigo, um familiar ou um colega de trabalho pode identificar e também dar esse suporte”, afirmou a magistrada.

Segundo a juíza, o conhecimento dos canais de ajuda é importante não apenas para as vítimas, mas também para familiares, amigos e colegas que possam perceber sinais de violência e oferecer orientação.

Sede do TRE-PI recebe iluminação lilás

Durante agosto, o prédio-sede do TRE-PI receberá iluminação lilás como forma de ampliar a visibilidade da campanha. A instituição também colocou elementos da mesma cor na recepção para indicar que o espaço oferece acolhimento, escuta e orientação. Outra iniciativa é a “Manta Lilás — Manta da Proteção”. Uma manta será colocada temporariamente nas cadeiras dos gestores das unidades do Tribunal. Durante a passagem do objeto, cada participante deverá registrar uma mensagem de apoio à campanha.

O TRE-PI também encaminhou aos magistrados, servidores, colaboradores e estagiários informações sobre as formas de violência e as maneiras de preveni-las e combatê-las. De acordo com o Tribunal, as ações procuram fortalecer uma cultura institucional baseada no respeito e mostrar que o enfrentamento à violência contra as mulheres é uma responsabilidade coletiva.

Fonte: Divulgação/TRE-PI