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MPF investiga restrição a banheiros por lei de Teresina

Norma municipal usa "sexo biológico" para acesso aos banheiros e eventos

Teresinha Ferreira

18 de setembro de 2026 às 14:31 ▪ Atualizado há 38 minutos

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  • O Ministério Público Federal (MPF) investiga os impactos da Lei Municipal nº 6.389, de Teresina, que define "sexo biológico" como critério para uso de banheiros e participação em eventos esportivos.
  • A lei está em vigor desde 30 de julho de 2026, mas ainda carece de regulamentação.
  • O MPF enviou 13 ofícios e realizou diligências para analisar os efeitos da norma.
  • Uma rede de academias restringiu o uso de banheiros femininos, citando a lei, e foi notificada pelo MPF.
  • A Universidade Federal do Piauí está investigando práticas semelhantes envolvendo seus banheiros.
  • A Prefeitura de Teresina refuta que a lei suporte tais restrições de uso de banheiros.
  • Casos similares são discutidos em outros municípios e no Supremo Tribunal Federal.
  • O objetivo do MPF é verificar se a interpretação da lei está alinhada ao entendimento oficial.

Ministério Público Federal (MPF) Restrição a banheiros
Restrição a banheiros

O Ministério Público Federal (MPF) investiga os impactos da Lei Municipal nº 6.389, de Teresina, que adota "sexo biológico" como critério para uso de banheiros e participação em eventos esportivos. Essa lei, em vigor desde 30 de julho de 2026, ainda não foi regulamentada.

Para entender os efeitos da norma, o MPF enviou 13 ofícios a diferentes órgãos e realizou diligências presenciais, segundo a Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão (PRDC) no Piauí. O órgão esclarece que sua função é reunir informações para subsidiar decisões superiores, como as do Supremo Tribunal Federal.

Conforme reportagens locais, uma rede de academias de Teresina começou a restringir o uso de banheiros femininos a "mulheres biológicas", alegando respaldo na lei municipal. A prática foi verificada pelo MPF em diligência realizada em 16 de setembro, levando à notificação da empresa.

Adicionalmente, a Universidade Federal do Piauí (UFPI) está investigando internamente uma situação similar envolvendo seus banheiros. A Prefeitura de Teresina afirmou que a lei não impõe tais restrições e não respalda interdições.

Casos semelhantes são discutidos em outras localidades, como ações no Supremo Tribunal Federal (STF) relativas a leis de demais municípios. O MPF destaca que não está julgando pessoas, mas sim buscando respostas sobre os efeitos reais e usos da norma.

O procedimento visa esclarecer se a interpretação da lei por particulares se alinha ao entendimento oficial, conforme explica o procurador regional dos Direitos do Cidadão, Patrício Noé da Fonseca.

Mais detalhes podem ser acessados no despacho de instauração.

Fonte: Ministério Público Federal (MPF)