Cidade

AMBEV E POLUIÇÃO

Ambev é condenada por poluir Rio Parnaíba e interromper água em Teresina

Justiça determina indenização de R$ 750 mil e regularização de efluentes

Teresinha Ferreira

13 de agosto de 2026 às 14:19 ▪ Atualizado há 3 dias

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  • A Justiça Federal do Piauí condenou a Ambev a pagar R$ 750 mil por danos morais coletivos devido à poluição do Rio Parnaíba.
  • A poluição causou a interrupção do abastecimento de água em Teresina nos dias 25 e 26 de junho e 2 e 3 de julho de 2013.
  • A ação civil pública foi movida pelo Ministério Público Federal em 2021.
  • Investigações indicaram que a Ambev lançava resíduos químicos no rio, superando limites legais, e utilizava um ponto clandestino para descarte de efluentes.
  • Metais pesados, como cádmio e zinco, contaminavam o Rio Parnaíba, conforme laudos da Polícia Federal.
  • Relatórios confirmaram a presença de substâncias químicas no rio, atribuindo responsabilidade objetiva à Ambev.
  • A empresa realizou adequações em sua estação de tratamento de efluentes, consideradas suficientes pela Polícia Federal em 2023.
  • O MPF retirou o pedido de obrigação de fazer após a regularização, mantendo a indenização a ser paga ao Fundo de Defesa de Direitos Difusos.
  • A Ambev afirmou manter rigorosos processos de tratamento de efluentes e está avaliando medidas cabíveis sobre a decisão.

Ministério Público Federal (MPF) Poluição do Rio Parnaíba
Poluição do Rio Parnaíba

A Justiça Federal do Piauí condenou a Ambev ao pagamento de R$ 750 mil por danos morais coletivos, devido à poluição do Rio Parnaíba e interrupção do abastecimento de água em Teresina (PI). A sentença atendeu a um pedido do Ministério Público Federal (MPF).

Em ação civil pública de 2021, o MPF acusou a empresa de lançar resíduos químicos no rio além dos limites legais, impactando diretamente a captação de água e interrompendo o abastecimento de Teresina, especificamente nos dias 25 e 26 de junho e 2 e 3 de julho de 2013.

Laudos da Polícia Federal, parte da investigação conhecida como Operação Rio Verde, apontaram que a fábrica mantinha um ponto clandestino de descarte de efluentes, contaminando o rio com metais pesados como cádmio e zinco.

Kelston Lages, procurador da República, destacou que relatórios da Agespisa confirmaram a presença de materiais químicos no rio. A sentença afirma a responsabilidade objetiva da Ambev, dispensando a necessidade de provar culpa por parte da empresa.

A Ambev realizou obras de adequação em sua estação de tratamento de efluentes, que foram consideradas suficientes em laudo de 2023 da Polícia Federal. As modificações incluíram a correção de irregularidades e adequação aos parâmetros do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama).

Com a regularização, o MPF retirou o pedido de obrigação de fazer, mas a indenização foi mantida, revertendo o valor ao Fundo de Defesa de Direitos Difusos, com correção monetária e juros desde 2013.

Em nota a AMBEV esclarece que:

"A companhia mantém rigorosos processos de tratamento de efluentes e gestão dos recursos hídricos em suas operações e avalia as medidas cabíveis em relação à decisão sobre o caso, ocorrido em 2013".

Fonte: Ministério Público Federal (MPF)