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Unicef alerta: crianças no Brasil enfrentam riscos climáticos

Mais de 30 milhões estão expostas a múltiplos riscos; El Niño pode piorar situação.

Teresinha Ferreira

08 de outubro de 2026 às 07:03 ▪ Atualizado há 11 horas

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  • Mais de 30 milhões de crianças e adolescentes no Brasil enfrentam múltiplos riscos climáticos.
  • O El Niño 2026-2027 é uma preocupação, com 16 milhões expostos a três ou mais riscos climáticos.
  • Eventos extremos em 2024 afetaram 1,17 milhão de estudantes no Brasil.
  • Há mais de 90% de chance de um El Niño forte no fim de 2023.
  • Previsões incluem chuvas anômalas e temperaturas elevadas, agravando queimadas.
  • Impactos esperados sobre acesso à água, saúde e educação das crianças.
  • A preparação é urgente para evitar maiores emergências.
  • Recomendações incluem fortalecimento de serviços de saúde, educação e saneamento em áreas vulneráveis.

Agência Brasil Crianças correm risco climáticos
Crianças correm risco climáticos

Mais de 30 milhões de crianças e adolescentes no Brasil enfrentam riscos climáticos múltiplos, destacou uma análise recente do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). O estudo preocupa-se com os impactos do El Niño 2026–2027, especialmente para os 16 milhões de menores expostos a três ou mais riscos.

Em 2024, eventos extremos como as enchentes no Rio Grande do Sul e a seca na Amazônia afetaram 1,17 milhão de estudantes, interrompendo aulas e serviços essenciais. A previsão de um El Niño forte aumenta a urgência de preparação.

Boletins meteorológicos recentes apontam mais de 90% de possibilidade de que o fenômeno ocorra com intensidade elevada no trimestre setembro-outubro-novembro. Esperam-se chuvas abaixo da média no Norte e Nordeste e acima da média no Sul, além de temperaturas elevadas em todo o país. A expectativa é de que tais condições agravem as queimadas em várias regiões.

Danilo Moura, especialista em clima do Unicef, salienta que esses extremos podem prejudicar o acesso à água potável, saúde e educação. “Sabemos dos riscos, e preparar os serviços agora custaria menos e evitaria emergências maiores”, defende.

A vulnerabilidade das crianças, principalmente devido a seu desenvolvimento, torna-as mais suscetíveis a calor extremo, desidratação e doenças. A preparação precisa incluir ações nas áreas de saúde, alimentação, saneamento e educação para mitigar esses impactos.

Dentre as ações recomendadas, estão o fortalecimento da vigilância de doenças, a manutenção de redes de saúde e educação, e a garantia de acesso ao saneamento básico, priorizando as regiões e famílias mais vulneráveis.

Fonte: Agência Brasil