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MINERAÇÃO

Tribunal autoriza Vale a retomar operações na Mina de Fábrica

Atividades estavam suspensas desde fevereiro após vazamento de água e rejeitos.

Teresinha Ferreira

24 de setembro de 2026 às 12:40 ▪ Atualizado há 40 minutos

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  • O TJMG autorizou a retomada parcial das operações da Mina de Fábrica pela Vale, em Ouro Preto.
  • As operações estavam suspensas devido a um vazamento de água e rejeitos em janeiro.
  • A retomada faz parte de um acordo entre a Vale, o Ministério Público e o governo de Minas Gerais.
  • A Vale afirma que seguirá condições de segurança e controle ambiental.
  • O vazamento impactou cursos d'água que alimentam o rio Paraopeba.
  • O Ministério Público identificou falhas no sistema de drenagem da mina.
  • A Vale foi multada em R$ 1,7 milhão por incidentes em Ouro Preto e Congonhas.
  • A empresa alega que não houve feridos e que as estruturas das barragens não foram comprometidas.
  • A retomada não altera as projeções de produção da Vale.

Agência Brasil Vale
Vale

O Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais (TJMG) autorizou a Vale a retomar parcialmente as operações da Mina de Fábrica, localizada em Ouro Preto. As atividades estavam suspensas desde fevereiro devido a danos ambientais provocados por um vazamento de água e rejeitos ocorrido em 25 de janeiro.

A retomada das operações é parte de um termo de compromisso firmado entre a Vale, o Ministério Público Estadual e o governo de Minas Gerais. Segundo a mineradora, o retorno das atividades seguirá todas as condições de segurança e controle ambiental, respeitando as licenças e autorizações adequadas.

O vazamento de janeiro resultou em aproximadamente 263 mil metros cúbicos de água turva, impactando cursos d'água que alimentam o rio Paraopeba. O Ministério Público identificou falhas no sistema de drenagem da mina. Esse material acabou chegando ao rio Goiabeiras, na área urbana de Ouro Preto, e na área de outra mineradora, a CSN, gerando danos materiais significativos.

No final de janeiro, o governo de Minas Gerais multou a Vale em R$ 1,7 milhão devido a esse incidente e a outro vazamento ocorrido em Congonhas. A mineradora alegou que não houve feridos e nem carreamento de rejeitos, apenas água com sedimentos, enquanto a Agência Nacional de Mineração (ANM) relatou que as estruturas de barragens não foram comprometidas.

Apesar da retomada das atividades, a Vale destacou que isso não altera suas projeções de produção vigentes.

Fonte: Agência Brasil