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Diretrizes para redes sociais

Comitê Gestor da Internet lança diretrizes para redes sociais

Documento propõe regras para conteúdos de terceiros e transparência algorítmica

Teresinha Ferreira

17 de setembro de 2026 às 17:01 ▪ Atualizado há 12 horas

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  • O CGI.br divulgou diretrizes para regulação de redes sociais no Brasil.
  • O foco está na responsabilidade das empresas, uso de IA, transparência algorítmica e combate a abusos de mercado.
  • As diretrizes orientam futuros projetos de lei e decisões de órgãos reguladores.
  • Baseiam-se em princípios de regulação assimétrica e proporcionalidade.
  • Buscam garantir a inovação e a proteção de direitos no ambiente online.
  • Soberania: plataformas devem ter representação no Brasil e proteger processos democráticos.
  • Transparência: exige divulgação de regras de moderação e compreensão do contexto cultural brasileiro.
  • Economia e concorrência: estabelece limites a práticas de autopreferência.
  • Direitos humanos: implementa proteções contra discriminação algorítmica.
  • Prevenção e responsabilidade: classifica serviços de transporte de dados conforme a interferência.
  • Governança: sugere regras quantitativas e qualitativas com governança multissetorial.

Agência Brasil Redes Sociais
Redes Sociais

O Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) divulgou novas diretrizes nesta quinta-feira (17) para a regulação de redes sociais no país.

O documento estabelece parâmetros sobre a responsabilidade das empresas por conteúdos de terceiros, limites ao uso de inteligência artificial, além de regras de transparência algorítmica e combate a abusos de mercado.

A finalidade é orientar novos projetos de lei e decisões do Congresso Nacional, do Judiciário e de órgãos reguladores.

As diretrizes foram elaboradas com base em princípios como regulação assimétrica e proporcionalidade, que estabelecem regras diferenciadas conforme o porte das plataformas e o risco associado ao serviço. De acordo com o CGI.br, essas medidas visam garantir inovação e proteção de direitos no ambiente online.

A coordenadora do CGI.br, Renata Mielli, destacou que o documento busca oferecer balizas previsíveis para fortalecer o Estado Democrático de Direito.

Soberania e jurisdição: recomenda-se que plataformas estrangeiras mantenham representação no país e adotem medidas contra interferências indevidas em processos democráticos.

Transparência: prevê a divulgação de regras internas de moderação de conteúdo e a comprovação de equipes aptas a compreender o contexto cultural brasileiro.

Economia e concorrência: propõe limites a práticas de autopreferência por plataformas dominantes.

Direitos humanos: visa implementar proteções contra discriminação algorítmica.

Prevenção e responsabilidade: diferencia serviços de transporte de dados conforme seu grau de interferência.

Governança e regulação: sugere regras baseadas em critérios quantitativos e qualitativos, assegurando governança multissetorial.

Fonte: Agência Brasil