Ex-ministros do STF pedem investigação da mais grave crise da Corte

Carta conjunta a Edson Fachin solicita sessão pública para discutir denúncias.

Treze ex-ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) enviaram uma carta ao presidente da Corte, Edson Fachin, solicitando uma investigação rigorosa sobre denúncias que envolvem ministros do Tribunal.

No documento, os ex-ministros defendem a convocação de uma sessão pública para analisar os fatos, classificando a situação atual como "a mais aguda crise" já enfrentada pelo STF.

Sem mencionar nomes ou eventos específicos, os signatários alertam que os episódios divulgados comprometem a confiança do público na Justiça e ameaçam a estabilidade das instituições democráticas do Brasil.

“Temos a absoluta convicção de que Vossa Excelência designará, com toda a urgência, sessão pública para que o Pleno determine imediata e rigorosa apuração, sob o devido processo legal, dos gravíssimos fatos cuja divulgação vem comprometendo o prestígio e a autoridade desse Tribunal.”

Os signatários incluem figuras notáveis, como Ayres Britto, Carlos Velloso, Celso de Mello, e Joaquin Barbosa, entre outros.

Em uma nota aos jornalistas, Celso de Mello, ex-presidente do STF, enfatizou que nenhum ministro deve permitir que "eventuais condutas ilícitas" coloquem em xeque a integridade da Corte, afirmando: "O STF é maior do que todos e que cada um de seus ministros."