Blog do Brandão

CIÚMES DO NORDESTE

A Folha, o mercado e o ciúme de não ter um Rafael Fonteles entre os seus

Em mais um exercício de jornalismo especulativo, a Folha de S.Paulo tenta enfraquecer a imagem do governador do Piauí, Rafael Fonteles, com verbos no condicional e “relatos” sem dono

Por Luiz Brandão

06 de novembro de 2026 às 02:41 ▪ Atualizado há 7 minutos

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  • A Folha de S.Paulo tem publicado especulações sobre Rafael Fonteles e o Ministério da Fazenda.
  • O jornal usa muitos verbos no condicional, indicando incerteza e especulação.
  • Afirma que Fonteles "vem caindo nas apostas” devido a "fritura por aliados”, mas não cita fontes claras.
  • Alega que Lula “teria feito ponderações contrárias” à nomeação de Fonteles, mas não prova.
  • Afirma que Fonteles “não teria sido testado em Brasília”, o que ignora sua experiência no Confaz e Comsefaz.
  • Diz que Fonteles "estaria realizando audiências com o mercado financeiro”, mas Fonteles desmentiu.
  • Fonteles nega ter discutido cargos com Lula, e a Folha ainda assim prioriza relatos anônimos.
  • A publicação ressalta disputas internas do PT, mas transforma especulações em fragilidade.
  • Fonteles é elogiado por sua formação técnica, o que causa ciúmes por não ser de São Paulo.
  • Conclui que a Folha tenta desqualificar Fonteles, que nunca pleiteou o cargo mencionado.

Reprodução O governador Rafael Fonteles com o presidente Lula
O governador Rafael Fonteles com o presidente Lula

Há algo de revelador no modo como a Folha de S.Paulo tem tratado o nome do governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT), no noticiário sobre o Ministério da Fazenda. O jornal, que sempre se apresentou como bastião da objetividade, publicou mais um texto em que a única certeza é a incerteza. Tudo ali é “seria”, “teria”, “faria”, “estaria”. Verbos no futuro do pretérito, no condicional, próprios de quem especula — e especula a serviço de alguém.

O artigo em questão, publicado na coluna Painel S.A. e repercutido em diversos portais, afirma que Fonteles “vem caindo na bolsa de apostas” para a equipe econômica após um “processo de fritura por aliados”. Mas logo na segunda linha, surge o clássico “segundo relatos”. Relatos de quem? Quando? Onde? A Folha não diz. O presidente Lula “teria feito ponderações contrárias” à nomeação. Teria feito para quem? Em que circunstância? O texto não responde.

O jornal também reproduz a avaliação de que Fonteles “não teria sido testado em Brasília”. A afirmação é, no mínimo, desinformada. Rafael Fonteles presidiu o Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) e o Comitê Nacional dos Secretários de Fazenda (Comsefaz) por duas vezes, com atuação reconhecida na articulação federativa em Brasília. Dizer que ele não foi testado na capital federal é ignorar sua trajetória institucional.

A Folha ainda alega que o governador “estaria realizando audiências com agentes do mercado financeiro”. Fonteles desmentiu categórica e enfaticamente essa especulação, como também foi enfático dezenas de vezes ao afirmar que nunca tratou com o presidente da República sobre qualquer cargo. Rafael acrescentou que essa estória "não passa de muita especulação na imprensa”. Em várias entrevista já negou o convite e reforçou que não houve qualquer conversa sobre ministério.

O curioso é que o próprio texto da Folha admite que Fonteles nega as reuniões e que não discutiu cargos com Lula. Ainda assim, o jornal escolhe dar peso ao “relato” anônimo em vez da palavra do governador. É o velho manual: publica-se a suspeita, mesmo que desmentida, para que ela produza efeito.

Não se trata aqui de negar a existência de disputas internas no PT. Elas existem e são naturais em qualquer partido. O problema é o enquadramento. A Folha transforma uma especulação sobre um cargo que Fonteles nunca pleiteou em uma suposta fragilidade de sua candidatura. E o faz sem levar em conta um detalhe revelador: o governador tem sido elogiado por setores do mercado financeiro justamente por sua formação técnica e responsabilidade fiscal.

Aí reside o ciúme. A Faria Lima, representada nas colunas da Folha, não tem um nome próprio à altura da capacidade demonstrada por Fonteles. Não há um paulista, um banqueiro ou um economista de mercado com o currículo dele: matemático, mestre em economia, gestor público com resultados, reeleito com quase 71% dos votos, a maior votação proporcional do país em 2026. O mercado, que tanto gosta de apostar em nomes “testados”, vê no governador do Piauí alguém que reuniria o preparo que seus representantes não conseguiram produzir.

É por isso que a Folha insiste em falar de “fogo amigo” e “fritura”. É uma forma de tentar desqualificar o que não pode controlar. O jornal, que durante a campanha de 2022 escondeu o passado de Flávio Bolsonaro, agora se debruça sobre verbos condicionais para atingir um governador que ousou ser competente fora do eixo Rio-São Paulo.

Fonteles não foi convidado, não foi consultado e não pleiteou o cargo. Nunca tratou do assunto com Lula. E ele mesmo já disse isso dezenas de vezes. Mas a Folha prefere o “teria”. E o mercado, sem um nome à altura, resta o consolo de especular.

E eu acredito mais, mas muito mais mesmo no governador do Piauí que nas especulações da Folha de São Paulo.

E só para concluir: deixem de ciúme besta! Isso não vai mudar em nada o que o presidente Lula sente e sabe sobre Rafael Fonteles. O presidente conhece o governador do Piauí desde criança.

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Luiz Brandão é jornalista formado pela Universidade Federal do Piauí. Está na profissão há 40 anos. Já trabalhou em rádios, TVs e jornais. Foi repórter das rádios Difusora, Poty e das TVs Timon, Antares e Meio Norte. Também foi repórter dos jornais O Dia, Jornal da Manhã, O Estado, Diário do Povo e Correio do Piauí. Foi editor chefe dos jornais Correio do Piauí, O Estado e Diário do Povo. Também foi colunista do Jornal Meio Norte. Atualmente é diretor de jornalismo e colunista do portal www.piauihoje.com.



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