A família de Milton Santos Pimentel denuncia demora na transferência do paciente para uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de maior complexidade em Teresina. Internado há oito dias no Hospital do Buenos Aires, ele aguarda regulação para o Hospital de Urgência de Teresina (HUT) ou para o Hospital Getúlio Vargas (HGV), enquanto o quadro clínico segue se agravando.
Segundo laudos médicos, Milton está em estado grave, com suspeita de sepse, uma infecção generalizada considerada de alto risco. O paciente apresentou febre, vômitos, confusão mental e crises convulsivas, sendo necessário o uso de ventilação mecânica após ser entubado.
Atualmente, ele permanece sedado, em coma induzido e sob uso de medicamentos de alta complexidade. Exames também apontam alterações renais, neurológicas e desequilíbrios no organismo. De acordo com os médicos responsáveis pelo caso, o paciente apresenta risco elevado de morte e necessita de transferência urgente para uma UTI especializada.
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O irmão de Milton, Rodrigo, afirma que o estado de saúde do paciente piorou após uma nova crise convulsiva registrada no fim de semana. “Domingo meu irmão teve essa crise de convulsão, e dessa vez foi mais grave”, relatou.
Segundo ele, Milton permanece em uma sala de estabilização aguardando transferência para uma unidade de maior complexidade. “Ele está na sala de UTI esperando transferência para realmente fazer os exames e saber o que ele tem, pra fazer os tratamentos necessários”, disse.
O advogado especialista em Direito da Saúde, Wallyson Soares, informou que o paciente já foi regulado para o HUT e o HGV, mas ainda não conseguiu vaga. “O quadro dele já foi determinado através de laudo que ele precisa urgentemente ir pra UTI”, afirmou.
Ainda segundo o advogado, a família procurou a Central de Regulação em busca de esclarecimentos sobre a demora, mas foi informada de que não havia possibilidade de acelerar o processo. Uma ação judicial já foi ajuizada e aguarda decisão.
A família relata desespero diante da falta de vagas e da demora na transferência. “Enquanto isso o tempo está passando e meu irmão está indo embora. Quero que tenha essa vaga de UTI logo”, lamentou Rodrigo.
Wallyson Soares também criticou a insuficiência de leitos de UTI no Piauí e afirmou que a lentidão na regulação agrava o quadro de pacientes em estado crítico.