Mudança de hábitos transforma a saúde e a qualidade de vida de duas piauienses

No Dia Nacional da Saúde, piauienses relatam como transformaram a própria saúde

A decisão de cuidar da saúde nem sempre acontece pelos mesmos motivos. Enquanto algumas pessoas adotam hábitos saudáveis para prevenir doenças e viver melhor, outras só transformam a rotina após receber um diagnóstico. No Dia Nacional da Saúde, celebrado nesta quarta-feira (5), o portal Piauí Hoje conversou com duas piauienses que mudaram a relação com o próprio corpo em momentos diferentes, mas chegaram à mesma conclusão: pequenas mudanças na alimentação e na rotina podem trazer grandes benefícios para a saúde física e mental.

Para muitas pessoas, no entanto, a decisão de mudar vem por caminhos diferentes. Enquanto algumas adotam hábitos saudáveis para prevenir problemas futuros, outras só percebem a necessidade após o surgimento de doenças.  A maquiadora e estudante Karolliny Menezes, de 20 anos, faz parte do primeiro grupo. Ela conta que a busca por mais qualidade de vida foi o principal motivo para mudar a rotina.

"A vontade de ter mais qualidade de vida, prevenir doenças e me sentir melhor fisicamente e mentalmente foi o que mais me motivou buscar um estilo de vida saudável."

Manter uma rotina saudável faz parte do seu dia a dia. Alimentação equilibrada, boa hidratação, sono de qualidade e exercícios físicos de quatro a seis vezes por semana se tornaram hábitos permanentes na vida da maquiadora. 

Ao longo desse processo, Karolliny passou a reduzir o consumo de alimentos ultraprocessados, estabeleceu horários mais regulares para dormir e também passou a cuidar da saúde mental.

"Passei a ter mais disposição, mais energia para realizar as atividades do dia a dia, melhor qualidade de sono e uma sensação maior de bem-estar."

Ela admite que o início não foi fácil. "No começo foi difícil manter a disciplina e criar uma rotina. Houve momentos de desânimo, mas lembrar dos benefícios ajudou a continuar."

Para quem ainda não conseguiu começar, ela deixa um conselho baseado na própria experiência.

"Comece aos poucos. Pequenas mudanças feitas de forma constante fazem muita diferença. O mais importante é dar o primeiro passo e manter a perseverança, sem buscar a perfeição."

Quando a doença se torna o ponto de partida

A realidade da fisioterapeuta Erica Lopes, de 33 anos, foi diferente. A mudança de hábitos aconteceu por necessidade. Aos 24 anos, ela recebeu o diagnóstico de início de obesidade, hipertensão arterial e ansiedade. Foi naquele momento que decidiu transformar completamente o estilo de vida.

A combinação entre alimentação equilibrada e atividade física passou a fazer parte da rotina e trouxe resultados que ela não imaginava.

"Melhorei minha disposição, meu sono e minha ansiedade. Com isso, consegui parar com as medicações da hipertensão e da ansiedade."

Hoje, Erica diz que não abre mão dos novos hábitos e afirma que cuidar da saúde deixou de ser obrigação para se tornar prazer.

"Consigo seguir esse hábito com muito prazer e adoro esse meu estilo de vida."

Além da melhora na saúde, ela destaca mudanças na autoestima e na qualidade de vida.

"Minha qualidade de vida melhorou 100% e minha autoestima também."

Para ela, a principal lição é agir antes que os problemas apareçam.

"Quanto mais cedo você começar a se cuidar, melhor. Seu corpo vai agradecer. Cuidar da nossa saúde é essencial."

Pequenas mudanças fazem grande diferença

Segundo a nutricionista Thaís Monte, não é preciso fazer mudanças radicais para começar a colher benefícios.

"O mais importante é manter pequenas mudanças ao longo do tempo. Beber bastante água, consumir frutas, verduras e legumes diariamente, dar preferência aos alimentos integrais e praticar atividade física regularmente são hábitos que contribuem para prevenir doenças e manter a saúde."

Nutricionista Thaís Monte / Foto: Arquivo Pessoal
Entre os erros mais comuns observados pela profissional estão a falta de planejamento da rotina alimentar, pular refeições, beber pouca água e consumir poucas fibras. Outro comportamento frequente é recorrer à comida por questões emocionais.

"Muitas pessoas comem sem fome, apenas por ansiedade, tristeza ou nervosismo. Também é comum fazer as refeições muito rápido e ingerir líquidos durante a alimentação."

Um dos maiores mitos, segundo a nutricionista, é acreditar que uma alimentação saudável custa caro.

Ela explica que é possível economizar escolhendo frutas e verduras da estação, aproveitando feiras da agricultura familiar e reduzindo o consumo de alimentos industrializados.

"Nos atendimentos, muitos pacientes relatam que passaram até a gastar menos no supermercado depois que mudaram a alimentação."

Thaís também recomenda aproveitar integralmente os alimentos, utilizando cascas, sementes e talos sempre que possível.

A especialista orienta que uma alimentação saudável deve ser colorida e equilibrada, incluindo diariamente frutas, verduras, legumes, proteínas magras, feijão e outras leguminosas, além de carboidratos integrais, como batata-doce e macaxeira.

Nos lanches, ela recomenda incluir iogurtes, queijos, castanhas, amendoim, chia, aveia e frutas.

Thaís Monte também destacou a importância de manter o corpo hidratado e explicou como se faz para saber a quantidade de água necessária para cada pessoa. 

"A quantidade de água pode ser calculada de forma simples: basta multiplicar o peso corporal por 35 mililitros. Esse resultado corresponde ao volume aproximado que deve ser consumido diariamente."

Ela também deu dicas para as pessoas que têm a vida corrida. "Reserve um momento da semana para organizar as refeições, deixe marmitas prontas na geladeira e tenha sempre frutas ou iogurte com chia ou aveia na bolsa para os lanches rápidos."

A experiência de Karolliny e Erica reforça o que a ciência já demonstra: cuidar da alimentação não significa buscar perfeição, mas criar hábitos sustentáveis. Seja para prevenir doenças ou para recuperar a saúde, começar com pequenas mudanças hoje pode representar uma grande diferença no futuro.