A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais e o fim da escala 6x1 foi aprovada com ampla maioria na Câmara dos Deputados. Apesar disso, 22 parlamentares votaram contra a medida no primeiro turno da votação, realizado na quarta-feira (27).
Os votos contrários partiram, principalmente, de deputados ligados ao bolsonarismo, ao centrão e a partidos de direita, como Partido Liberal (PL), Novo, Movimento Democrático Brasileiro (MDB), Progressistas (PP) e União Brasil.
Mesmo com a resistência de parte da oposição, a proposta avançou com apoio expressivo de partidos de esquerda e centro. A maior parte da bancada do PL, que historicamente se posicionava contra o fim da escala 6x1, acabou votando favoravelmente ao texto.
Entre os casos que chamaram atenção está o do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), que votou a favor da PEC, indicando um enfraquecimento da resistência da direita ao projeto no plenário da Câmara.
Analistas avaliam que a pressão popular e a repercussão negativa sobre a manutenção da escala 6x1 influenciaram o posicionamento de alguns parlamentares, principalmente diante do impacto eleitoral do tema.
No segundo turno, o número de votos contrários caiu de 22 para 19, já que alguns deputados deixaram de participar da votação devido à vantagem confortável da proposta.
Confira os deputados que votaram contra a PEC
- Adriana Ventura (Novo-SP);
- Bibo Nunes (PL-RS);
- Carlos Chiodini (MDB-SC);
- Caroline de Toni (PL-SC);
- Daniel Freitas (PL-SC);
- Daniela Reinehr (PL-SC);
- Fabio Schiochet (União Brasil-SC);
- Fausto Pinato (União Brasil-SP);
- Gilson Marques (Novo-SC);
- Julia Zanatta (PL-SC);
- Kim Kataguiri (União Brasil-SP);
- Lucas Redecker (PSD-RS);
- Marcel van Hattem (Novo-RS);
- Mauricio Marcon (PL-RS);
- Nicoletti (PL-RR);
- Paulo Marinho Jr. (PL-MA);
- Pezenti (MDB-SC);
- Ricardo Guidi (PL-SC);
- Ricardo Salles (Novo-SP);
- Rosangela Moro (União Brasil-SP);
- Sérgio Turra (PP-RS);
- Zé Trovão (PL-SC).