O Ministério Público (MP) Eleitoral participa ativamente das Eleições 2026, com mais de 3 mil promotores e procuradores acompanhando a votação neste domingo (4). O objetivo é garantir o cumprimento das normas eleitorais e prevenir abusos e crimes que ameacem a livre escolha dos eleitores.
Até o momento, o MP Eleitoral atuou em mais de 37,8 mil processos, desde irregularidades a ações e pareceres. Destes, cerca de 21 mil envolvem registros de candidatura. Outras 12,3 mil ações tratam de propaganda eleitoral inadequada.
Problemas como conduta inadequada de agentes públicos, pesquisas eleitorais duvidosas e abuso de poder também foram abordados, com destaque para casos nos estados da Bahia, São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco e Distrito Federal.
Nas redes sociais, irregularidades também chamaram a atenção. Aproximadamente 4,3 mil processos investigam postagens inadequadas, enquanto 500 casos envolvem inteligência artificial e 200, deepfakes. A divulgação de notícias falsas e propaganda antecipada foram motivo para 2,6 mil processos.
Na corrida presidencial, o vice-procurador-geral Eleitoral, Alexandre Espinosa, propôs multas a candidatos pelo uso de canais na internet não comunicados à Justiça Eleitoral. Houve ainda 700 casos que envolveram o uso ilegal de outdoors.
Durante as Eleições 2026, o MP Eleitoral impugnou 1.011 candidaturas devido à falta de cumprimento dos critérios legais e suspeitas de envolvimento com crime organizado. Até agora, 481 registros foram barrados pela Justiça Eleitoral, enquanto 547 aguardam recurso.
Além disso, 300 documentos de regularidade partidária foram reprovados, 67 por desrespeito à cota de gênero que exige ao menos 30% de candidaturas femininas nas eleições proporcionais.
O MP Eleitoral também recebeu 8,6 mil denúncias de irregularidades eleitorais, incluindo abuso de poder e compra de votos, encaminhadas para investigação. Cidadãos podem relatar novas irregularidades pelo MPF Serviços.