Idosos enfrentam desafios para exercer direito ao voto

Mesmo com mobilidade reduzida, idosos como Elenita e Valdeci destacam importância do voto.

Elenita da Silva, de 71 anos, superou dificuldades de locomoção devido a uma cirurgia no joelho para exercer seu direito ao voto na maior zona eleitoral do Distrito Federal, em Águas Claras. Usando uma bengala, ela destacou a importância do voto como ferramenta de mudança. “Melhor eu ir lá. Acho importante que todas as pessoas exerçam o direito ao voto porque só assim podemos mudar alguma coisa”, afirmou.

Elenita espera que os eleitos foquem em saúde e educação, especialmente no Distrito Federal, onde ressalta que a saúde precisa de melhorias. O Brasil conta com cerca de 16 milhões de idosos com mais de 70 anos, representando 10,6% dos eleitores. Em 2022, 60% desse grupo optou por não votar.

Valdeci Camargo Bezerra, aos 81 anos, também fez questão de votar, apesar do tratamento de câncer que afeta sua mobilidade. Auxiliado pelo filho, Valdeci reforçou a importância de participar das eleições: “A gente precisa votar para defender nosso Brasil. É importante todo mundo exercer esse direito”.

Já a professora aposentada Lucilda de Oliveira, de 76 anos, vota pensando nas futuras gerações. “Voto pelos meus filhos e netos. Espero que os governantes sejam honestos e de caráter”, declarou.

No outro espectro, Cecília Borgato, de 17 anos, votou pela primeira vez e enfatizou o papel dos jovens em escolher representantes que atendam a causas sociais significativas, como tarifas zero e cotas. “Mesmo sem usar transporte público, é importante votar por quem utiliza, pelas minorias”, disse.

Segundo dados do TSE, 1,6 milhão de jovens entre 16 e 17 anos se registraram para votar nas eleições de 2026, uma queda em relação aos 2,1 milhões de 2022. Maria Clara, que tirou seu título aos 16 anos, espera que mais jovens compreendam a importância de suas escolhas democráticas.