Flávio Bolsonaro é hostilizado e chamado de “miliciano” ao acompanhar voto da esposa

Candidato deixou escola na Tijuca sob protestos de apoiadores de Lula

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) foi hostilizado neste domingo (4) ao acompanhar o voto da esposa, Fernanda Bolsonaro, em uma escola particular na Tijuca, zona norte do Rio de Janeiro. Na saída do local, o senador foi recebido com vaias e gritos de “fascista” e “miliciano”.

O grupo que protestava contra o candidato também entoou palavras de apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), principal adversário de Flávio na disputa pelo Palácio do Planalto.

Durante a saída, um apoiador de Flávio reagiu aos protestos e chamou Lula de “ladrão”. Houve troca de provocações entre os presentes, mas a situação não evoluiu para tumulto.

Mais cedo, Flávio havia votado em uma escola municipal de Vila Isabel, bairro vizinho à Tijuca. No local, ele foi acompanhado por aliados e recebeu apoio de eleitores. Após votar, afirmou confiar na possibilidade de definir a eleição ainda no primeiro turno e seguiu para acompanhar o voto da esposa.

Encerramento da campanha

No sábado (3), Flávio encerrou sua campanha de rua para o primeiro turno com uma motocarreata na zona oeste do Rio. O percurso entre Campo Grande e Bangu teve cerca de 11 quilômetros e terminou na Praça da Fé, sob chuva. O candidato estava acompanhado de aliados, entre eles o candidato ao governo do Rio, Douglas Ruas (PL), e os candidatos ao Senado Carlos Jordy e Carlos Portinho.

Flávio também havia participado, pela manhã, de uma mobilização no interior de São Paulo, ao lado de aliados políticos.